SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Arsenal e PSG decidem o título da Liga dos Campeões 2025/26 no próximo sábado, às 13h (de Brasília), em Budapeste, na Hungria, mirando uma verdadeira bolada. O campeão europeu embolsará uma premiação que, dependendo de variáveis, pode ser mais de quatro vezes superior à do vencedor da Copa Libertadores de 2026, principal competição sul-americana. Por isso, há um abismo dos europeus em relação a outros continentes.

QUANTO GANHAM OS GIGANTES

Como a Champions distribui bônus por cada vitória na fase de liga, o Arsenal ?dono da melhor campanha geral do torneio? pode faturar ainda mais que o PSG em caso de título nesta temporada. Se erguerem a taça inédita, os ingleses atingirão um patamar recorde de 150 milhões de euros (cerca de R$ 882 milhões) em premiação acumulada. O valor superaria o arrecadado pelo clube de Paris, campeão da temporada passada, que embolsou 144,4 milhões de euros (ao redor de R$ 847 milhões).

No duelo decisivo, ainda haverá a disputa de Arsenal e PSG pelo último grande prêmio: quem vencer a finalíssima leva para casa 25 milhões de euros (R$ 147 milhões), enquanto o vice-campeão fica com 18,5 milhões de euros (R$ 108,8 milhões).

Ao longo do torneio, as equipes também acumularam quase 40 milhões de euros (R$ 235,2 milhões) fixos por avançar nas fases anteriores, somados aos bônus por desempenho (vitórias e empates) e às fatias dos direitos comerciais.

A REALIDADE SUL-AMERICANA

Na América do Sul, as bonificações da Copa Libertadores registraram um leve aumento para 2026, mas continuam bem abaixo do Velho Continente. O campeão pode acumular, no máximo, cerca de 35 milhões de euros (pouco mais de R$ 200 milhões) em prêmios, variando de acordo com as vitórias na fase de grupos e se o clube disputou todas as etapas anteriores.

Apesar do abismo financeiro em relação à riqueza europeia, a Conmebol adota um tom de otimismo e celebra a valorização de seu produto nos últimos anos. Para a entidade máxima do futebol sul-americano, o patamar atual consolidou o torneio na prateleira de cima do esporte global.

"Hoje oferecemos uma das maiores premiações do futebol mundial, proporcionando 25 milhões de dólares (cerca de R$ 138 milhões) apenas para quem vencer o jogo final da Libertadores", festejou o presidente da entidade, Alejandro Domínguez.