RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A Justiça do Distrito Federal derrubou a liminar que suspendia os pagamentos do Banco de Brasília (BRB) ao Flamengo. O contrato de patrocínio com o Rubro-Negro foi renovado até março de 2027, no valor de R$ 42,6 milhões. O BRB é suspeito de integrar o esquema fraudulento do Banco Master.
A decisão mais recente foi de Luciana Correa Sette Torres de Oliveira, juiza da 7ª Vara Cível de Brasília, que indeferiu a petição inicial. A suspensão tinha sido determinada em decisão da 6ª Vara da Fazenda Pública do DF.
A movimentação se dá após ação popular. A sentença da 7ª Vara Cível, porém, aponta que "não há indicação concreta e individualizada de vício específico de legalidade":
"A narrativa inicial, embora extensa, concentra-se em sustentar a suposta inadequação econômica e baixa vantajosidade do contrato, à luz do contexto financeiro do banco e do alegado retorno publicitário. Todavia, não há indicação concreta e individualizada, em juízo de delibação, de vício específico de legalidade, irregularidade formal ou desvio de finalidade objetivamente demonstrado no ato impugnado!, afirma trecho da sentença da juíza da 7ª Vara Cível de Brasília.
CONSELHO DO FLA APROVOU PATROCÍNIO; BRB PAGOU METADE À VISTA
O novo compromisso do Flamengo com o BRB foi aprovado no Conselho Deliberativo do clube no fim de março. Pelos novos termos, o acordo envolveu uma troca da marca mostrada na camisa. Em vez do BRB, agora haverá a exibição do "Nação BRB Fla", uma empresa com contas abertas com cartão de crédito.
O objetivo das mudanças foi reduzir o risco de exposição do Flamengo à marca do BRB. Houve uma discussão dentro do clube sobre possíveis danos à reputação por conta do envolvimento do banco no escândalo do Master.
Após a avaliação do risco, o clube aceitou um acordo em que recebeu metade do valor pago à vista. O objetivo, neste caso, foi reduzir a possibilidade de não receber por conta da crise financeira do BRB.
