Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010, atualizada às 13h

Cruzeiro pode perder até seis pontos por escalação de Wellington Paulista

Pablo Cordeiro
*Colaboração

Em decisão tomada nesta terça-feira, 25 de fevereiro, o Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD/MG) acatou o pedido da Procuradoria pela perda de seis pontos, em vez de três, em relação à escalação irregular do atacante Wellington Paulista, na primeira rodada do Campeonato Mineiro. Na partida, o Cruzeiro venceu o Uberaba por 6 a 0. A Federação Mineira de Futebol (FMF) só irá descontar os pontos após o julgamento final do caso.

No primeiro julgamento, a decisão do TJD apontava a perda de três pontos, no entanto, a Procuradoria apelou se baseando no antigo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), de 2009, que definia como punição a perda de seis pontos. O código de 2010 prevê punição de três pontos. Segundo a assessoria de imprensa da Raposa, o clube não tem uma posição oficial e o departamento jurídico ainda está analisando a decisão tomada pelo TJD. O artigo 214 do CBJD referencia como pena para "incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente" a perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição.

Em relação ao julgamento sobre a escalação do jogador, o Cruzeiro recorreu e foi derrotado em primeira instância. O clube recorreu novamente e aguarda a nova decisão no Pleno, e caso perca, irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A confusão se deu mediante a expulsão do jogador na última partida no Campeonato Mineiro de 2009, quando, segundo as regras, ele deveria cumprir um jogo de suspensão, o qual deveria ser pago na estreia do Mineiro deste ano.

No entanto, segundo a assessoria do Cruzeiro, em decisão de 2009, a pena do jogador teria sido convertida no pagamento de cestas básicas, as quais já foram pagas assim que o resultado foi repassado ao clube. De acordo com a assessoria, se a regularidade da escalação não estivesse clara ou a pena não estivesse sido paga, o jogador não seria escalado.

*Pablo Cordeiro é estudante do 10º período de Comunicação Social da UFJF


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