Matheus Brum Matheus Brum 5/10/2015

Exorcizando fantasmas

tupiPoderia ter sido mais. Diante da pressão do Tupi no primeiro tempo, e da desorganização do ASA, principalmente após sofrer o primeiro gol, o placar no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio poderia ter sido bem maior, dando ainda mais vantagem para o Galo Carijó nessas quartas de final da Série C.

Confesso que não fui esperançoso para o estádio nesse sábado. Inconscientemente lembrava das três últimas derrotas, que aliada às lembranças de Paysandu e Ceará, me deixava apreensivo.

Nas conversas com os torcedores, percebia um misto entre confiança e apreensão. Todos queriam uma vitória, por mais magra que fosse, mas todos temiam por uma catástrofe. Levando em consideração o histórico recente do alvinegro de Santa Terezinha, era completamente "entendível" o sentimento do torcedor.

Porém, toda essa ambiguidade de sentimentos foi passando com o início do jogo. A entrada de Felipe Augusto no comando de ataque deu mobilidade a equipe, que explorava as jogadas pelas pontas e ainda tinha um bom toque de bola no meio de campo. Isso deixou o ASA completamente atordoado. Com a pressão, veio o primeiro gol. Poderia ter vindo o segundo, terceiro, e assim sucessivamente. Contudo, os jogadores carijó sofreram de um dos piores males do futebol: recuar quando abre o placar.

Diante dessa postura, todo sentimento de confiança e de apreensão voltou em mim, e nos demais presentes no Estádio. Afinal de contas, um a zero não é nada em uma partida de futebol. Uma "bola vadia", um pênalti bobo, uma falha do goleiro, ou um "chute na veia", poderiam mudar completamente a história do jogo.

Só que os Deuses do Futebol estavam a favor do Galo. Num escanteio, Marco Goiano cobra com perfeição, Fabrício Soares casquinha no primeiro pau, e Felipe Augusto, sem o árbitro ter visto, joga pro fundo do barbante. A partir daí, tudo é festa. Jogo já estava praticamente liquidado e a confiança no acesso cada vez mais alta.

Deixando o lado torcedor de lado e analisando friamente o jogo e a situação do Tupi, é inegável que a classificação à Série B está logo ali. A distância entre a partida de ida e de volta da uma vantagem enorme ao time de Leston Júnior, uma vez que terá tempo para analisar a peleja em Juiz de Fora, corrigir os erros e criar jogadas em cima das fraquezas do adversário, principalmente na bola área.

Segundo colegas da imprensa de Alagoas, a diretoria do ASA deve fazer pressão junto a CBF para conseguir o adiantamento do jogo decisivo de segunda, dia 19, às 20h30, para sábado, dia 17, às 16h. Todavia, como a partida será televisionada, a mudança será muito difícil. Além dessa questão, a pressão no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, ou Fumeirão, deve ser alta. Segundo os colegas, mesmo com o resultado adverso, é esperado casa cheia (a capacidade do Fumeirão é de 15.000 torcedores).

Para aqueles que querem desmerecer a vitória do Tupi por conta de um impedimento no gol do Felipe Augusto e de um tento mal anulado do "Fantasma de Alagoas" em uma trombada no goleiro Glaysson, peço apenas que reflitam: no primeiro lance o impedimento é milimétrico. Havia vários jogadores na área, o bandeirinha estava bem posicionado, porém, o corpo humano têm suas limitações, e com a velocidade do lance, tudo se torna mais difícil. Em relação à infração, realmente houve um erro da arbitragem, já que não houve falta no goleiro carijó. Mesmo assim, essas situações de jogo não mancham o belo resultado construído no Mário Helênio.

Agora é segurar a ansiedade e torcer para que dia 17 ou 19, os fantasmas do passado sejam exorcizados. O único que deve ser mantido é a alcunha pelo qual o Tupi Football Clube é conhecido pelas Minas Gerais, a de "Fantasma do Mineirão".

Outros destaques

1º - Rodada quente no Brasileirão Série A. A Ponte brecou a sequência de vitórias do Corinthians ao conseguir o empate no Moisés Lucarelli e embolar a disputa pelo título. Já a disputa pela quarta posição está cada vez mais acirrada, já que apenas dois pontos separam o quarto do oitavo lugar.

2º - Ainda sobre o Brasileiro, destaque para as vitórias de Santos, Flamengo e Inter, que fizeram o dever de casa e ganharam bem as suas partidas. Em contrapartida, a goleada sofrida na Arena Condá mostra o quão irregular é o time do Palmeiras, característica que vem desde o Campeonato Paulista.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 5/10/2015

Exorcizando fantasmas

tupiPoderia ter sido mais. Diante da pressão do Tupi no primeiro tempo, e da desorganização do ASA, principalmente após sofrer o primeiro gol, o placar no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio poderia ter sido bem maior, dando ainda mais vantagem para o Galo Carijó nessas quartas de final da Série C.

Confesso que não fui esperançoso para o estádio nesse sábado. Inconscientemente lembrava das três últimas derrotas, que aliada às lembranças de Paysandu e Ceará, me deixava apreensivo.

Nas conversas com os torcedores, percebia um misto entre confiança e apreensão. Todos queriam uma vitória, por mais magra que fosse, mas todos temiam por uma catástrofe. Levando em consideração o histórico recente do alvinegro de Santa Terezinha, era completamente "entendível" o sentimento do torcedor.

Porém, toda essa ambiguidade de sentimentos foi passando com o início do jogo. A entrada de Felipe Augusto no comando de ataque deu mobilidade a equipe, que explorava as jogadas pelas pontas e ainda tinha um bom toque de bola no meio de campo. Isso deixou o ASA completamente atordoado. Com a pressão, veio o primeiro gol. Poderia ter vindo o segundo, terceiro, e assim sucessivamente. Contudo, os jogadores carijó sofreram de um dos piores males do futebol: recuar quando abre o placar.

Diante dessa postura, todo sentimento de confiança e de apreensão voltou em mim, e nos demais presentes no Estádio. Afinal de contas, um a zero não é nada em uma partida de futebol. Uma "bola vadia", um pênalti bobo, uma falha do goleiro, ou um "chute na veia", poderiam mudar completamente a história do jogo.

Só que os Deuses do Futebol estavam a favor do Galo. Num escanteio, Marco Goiano cobra com perfeição, Fabrício Soares casquinha no primeiro pau, e Felipe Augusto, sem o árbitro ter visto, joga pro fundo do barbante. A partir daí, tudo é festa. Jogo já estava praticamente liquidado e a confiança no acesso cada vez mais alta.

Deixando o lado torcedor de lado e analisando friamente o jogo e a situação do Tupi, é inegável que a classificação à Série B está logo ali. A distância entre a partida de ida e de volta da uma vantagem enorme ao time de Leston Júnior, uma vez que terá tempo para analisar a peleja em Juiz de Fora, corrigir os erros e criar jogadas em cima das fraquezas do adversário, principalmente na bola área.

Segundo colegas da imprensa de Alagoas, a diretoria do ASA deve fazer pressão junto a CBF para conseguir o adiantamento do jogo decisivo de segunda, dia 19, às 20h30, para sábado, dia 17, às 16h. Todavia, como a partida será televisionada, a mudança será muito difícil. Além dessa questão, a pressão no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, ou Fumeirão, deve ser alta. Segundo os colegas, mesmo com o resultado adverso, é esperado casa cheia (a capacidade do Fumeirão é de 15.000 torcedores).

Para aqueles que querem desmerecer a vitória do Tupi por conta de um impedimento no gol do Felipe Augusto e de um tento mal anulado do "Fantasma de Alagoas" em uma trombada no goleiro Glaysson, peço apenas que reflitam: no primeiro lance o impedimento é milimétrico. Havia vários jogadores na área, o bandeirinha estava bem posicionado, porém, o corpo humano têm suas limitações, e com a velocidade do lance, tudo se torna mais difícil. Em relação à infração, realmente houve um erro da arbitragem, já que não houve falta no goleiro carijó. Mesmo assim, essas situações de jogo não mancham o belo resultado construído no Mário Helênio.

Agora é segurar a ansiedade e torcer para que dia 17 ou 19, os fantasmas do passado sejam exorcizados. O único que deve ser mantido é a alcunha pelo qual o Tupi Football Clube é conhecido pelas Minas Gerais, a de "Fantasma do Mineirão".

Outros destaques

1º - Rodada quente no Brasileirão Série A. A Ponte brecou a sequência de vitórias do Corinthians ao conseguir o empate no Moisés Lucarelli e embolar a disputa pelo título. Já a disputa pela quarta posição está cada vez mais acirrada, já que apenas dois pontos separam o quarto do oitavo lugar.

2º - Ainda sobre o Brasileiro, destaque para as vitórias de Santos, Flamengo e Inter, que fizeram o dever de casa e ganharam bem as suas partidas. Em contrapartida, a goleada sofrida na Arena Condá mostra o quão irregular é o time do Palmeiras, característica que vem desde o Campeonato Paulista.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

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Matheus Brum Matheus Brum 5/10/2015

Exorcizando fantasmas

tupiPoderia ter sido mais. Diante da pressão do Tupi no primeiro tempo, e da desorganização do ASA, principalmente após sofrer o primeiro gol, o placar no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio poderia ter sido bem maior, dando ainda mais vantagem para o Galo Carijó nessas quartas de final da Série C.

Confesso que não fui esperançoso para o estádio nesse sábado. Inconscientemente lembrava das três últimas derrotas, que aliada às lembranças de Paysandu e Ceará, me deixava apreensivo.

Nas conversas com os torcedores, percebia um misto entre confiança e apreensão. Todos queriam uma vitória, por mais magra que fosse, mas todos temiam por uma catástrofe. Levando em consideração o histórico recente do alvinegro de Santa Terezinha, era completamente "entendível" o sentimento do torcedor.

Porém, toda essa ambiguidade de sentimentos foi passando com o início do jogo. A entrada de Felipe Augusto no comando de ataque deu mobilidade a equipe, que explorava as jogadas pelas pontas e ainda tinha um bom toque de bola no meio de campo. Isso deixou o ASA completamente atordoado. Com a pressão, veio o primeiro gol. Poderia ter vindo o segundo, terceiro, e assim sucessivamente. Contudo, os jogadores carijó sofreram de um dos piores males do futebol: recuar quando abre o placar.

Diante dessa postura, todo sentimento de confiança e de apreensão voltou em mim, e nos demais presentes no Estádio. Afinal de contas, um a zero não é nada em uma partida de futebol. Uma "bola vadia", um pênalti bobo, uma falha do goleiro, ou um "chute na veia", poderiam mudar completamente a história do jogo.

Só que os Deuses do Futebol estavam a favor do Galo. Num escanteio, Marco Goiano cobra com perfeição, Fabrício Soares casquinha no primeiro pau, e Felipe Augusto, sem o árbitro ter visto, joga pro fundo do barbante. A partir daí, tudo é festa. Jogo já estava praticamente liquidado e a confiança no acesso cada vez mais alta.

Deixando o lado torcedor de lado e analisando friamente o jogo e a situação do Tupi, é inegável que a classificação à Série B está logo ali. A distância entre a partida de ida e de volta da uma vantagem enorme ao time de Leston Júnior, uma vez que terá tempo para analisar a peleja em Juiz de Fora, corrigir os erros e criar jogadas em cima das fraquezas do adversário, principalmente na bola área.

Segundo colegas da imprensa de Alagoas, a diretoria do ASA deve fazer pressão junto a CBF para conseguir o adiantamento do jogo decisivo de segunda, dia 19, às 20h30, para sábado, dia 17, às 16h. Todavia, como a partida será televisionada, a mudança será muito difícil. Além dessa questão, a pressão no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, ou Fumeirão, deve ser alta. Segundo os colegas, mesmo com o resultado adverso, é esperado casa cheia (a capacidade do Fumeirão é de 15.000 torcedores).

Para aqueles que querem desmerecer a vitória do Tupi por conta de um impedimento no gol do Felipe Augusto e de um tento mal anulado do "Fantasma de Alagoas" em uma trombada no goleiro Glaysson, peço apenas que reflitam: no primeiro lance o impedimento é milimétrico. Havia vários jogadores na área, o bandeirinha estava bem posicionado, porém, o corpo humano têm suas limitações, e com a velocidade do lance, tudo se torna mais difícil. Em relação à infração, realmente houve um erro da arbitragem, já que não houve falta no goleiro carijó. Mesmo assim, essas situações de jogo não mancham o belo resultado construído no Mário Helênio.

Agora é segurar a ansiedade e torcer para que dia 17 ou 19, os fantasmas do passado sejam exorcizados. O único que deve ser mantido é a alcunha pelo qual o Tupi Football Clube é conhecido pelas Minas Gerais, a de "Fantasma do Mineirão".

Outros destaques

1º - Rodada quente no Brasileirão Série A. A Ponte brecou a sequência de vitórias do Corinthians ao conseguir o empate no Moisés Lucarelli e embolar a disputa pelo título. Já a disputa pela quarta posição está cada vez mais acirrada, já que apenas dois pontos separam o quarto do oitavo lugar.

2º - Ainda sobre o Brasileiro, destaque para as vitórias de Santos, Flamengo e Inter, que fizeram o dever de casa e ganharam bem as suas partidas. Em contrapartida, a goleada sofrida na Arena Condá mostra o quão irregular é o time do Palmeiras, característica que vem desde o Campeonato Paulista.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.