Matheus Brum Matheus Brum 9/11/2015

A indignação com o "Bonde da Stella"

Depois de quatro derrotas consecutivas, o Flamengo voltou a vencer no Brasileirão após bater o Goiás por 4 a 1 no Maracanã. O curioso dessa vitória foram as manifestações da torcida ao longo da partida. Uma boa parte dos 15.421 torcedores hostilizaram os jogadores durante toda a peleja. O "Bonde da Stella", formado por Alan Patrick, Cirino, Éverton, Pará e Paulinho foi o mais xingado. Mesmo com os dois gols e uma assistência, o meia foi vaiado até os 28 minutos da segunda etapa, quando foi substituído.

Esse ano de 2015 tem sido atípico para mim no quesito torcida. Depois da decepção no Carioca, deixei de acompanhar fielmente os jogos do Flamengo. Mas mesmo assim, não tem como deixar de ficar, no mínimo, incomodado com esse time.

Como formador de opinião, não posso afirmar que os jogadores são sem vergonha, até porque, não tenho o direito de duvidar o caráter de cada um deles. Porém, o que se viu nesse ano foi um time completamente apático, com atletas totalmente indiferentes com a situação do clube no campeonato. Como torcedor, concordo com todo o tipo de manifestação, desde que não seja de forma violenta. Perder faz parte do futebol, mas a aceitação vem quando se observa uma entrega de quem está dentro de campo. Quando há a sensação de que a derrota não importa, é necessária a cobrança. Porque torcedor não pode ser tratado como trouxa, pagando preços absurdos nos ingressos, incompatíveis com a nossa realidade, pra ver corpo mole nas quatro linhas.

Como disse o Sheik ao final da partida, a diretoria precisa tomar uma atitude. A gestão Eduardo Bandeira de Mello tem sido uma das melhores da história do Flamengo. Pela primeira vez, somos considerados bons pagadores. Acabou aquele papo de "Finjo que ganho e finjo que jogo". Contudo, dentro de campo, apenas um título da Copa do Brasil e um Carioca. Muito pouco para o clube com maior receita no Brasil. A administração do futebol deixa a desejar em vários aspectos. Apostas ruins, muita troca no comando, e a falta de um planejamento a longo prazo. Várias apostas não deram certo, como Carlos Eduardo, Elano, Erazo, Léo, entre outros. A validade de nomes como Wallace, Pará, Cesar Martins, Márcio Araújo, Gabriel e Paulinho, acabou. É necessário uma reformulação para o ano que vem, e isso envolve um olhar atento ao mercado. Como por exemplo, o Nenê, que está no Vasco. Chegou desacreditado, numa função que o rubro-negro carece, e está sendo decisivo na arrancada do Gigante da Colina. Será que não era melhor ter investido R$150 mil mensais nele, do que trazer o Éderson com todo seu histórico de lesões?

Não é só dentro de campo que as polêmicas estão fervendo. Por conta das eleições que se aproximam, o clima nos bastidores está quente. Bandeira deve ser reeleito, se nenhum imprevisto acontecer, como a tentativa de cassação da sua candidatura. Torço para que ele continue, mas é preciso haver cobranças. Já acabou o tempo de ficar se escondendo atrás da boa política financeira.

Outros destaques

1º - Depois de toda a polêmica envolvendo a parceria com o Flamengo, o corte de verbas da UFJF e a troca de nome, o JF Vôlei estreou perdendo na Superliga Masculina de Vôlei. Jogando fora de casa, saiu derrotado por 3 sets a 0. Depois de um péssimo Campeonato Mineiro, as expectativas para o Nacional não são nada boas.

2º - Com a intenção de começar o planejamento para a próxima temporada, o Tupi estuda a contratação de um diretor executivo, que será remunerado e terá a responsabilidade de ficar somente por conta do futebol. A bola da vez é Marcelo de Jesus, que está no ASA. Não acho que seja uma boa ideia. Se for para investir em cartola, que seja alguém com experiência e que saiba como funciona o processo da Série B. Erros de planejamento não são uma opção para o Galo Carijó em 2016.

3º - Londrina saí na frente na final da Série C. Jogando dentro de casa, com o apoio da torcida, o time paranaense venceu pelo placar mínimo, gol de Zé Rafael. Partida de volta nesse final de semana, com a promessa de um Serra Dourada lotado, como há muito não se vê.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 9/11/2015

A indignação com o "Bonde da Stella"

Depois de quatro derrotas consecutivas, o Flamengo voltou a vencer no Brasileirão após bater o Goiás por 4 a 1 no Maracanã. O curioso dessa vitória foram as manifestações da torcida ao longo da partida. Uma boa parte dos 15.421 torcedores hostilizaram os jogadores durante toda a peleja. O "Bonde da Stella", formado por Alan Patrick, Cirino, Éverton, Pará e Paulinho foi o mais xingado. Mesmo com os dois gols e uma assistência, o meia foi vaiado até os 28 minutos da segunda etapa, quando foi substituído.

Esse ano de 2015 tem sido atípico para mim no quesito torcida. Depois da decepção no Carioca, deixei de acompanhar fielmente os jogos do Flamengo. Mas mesmo assim, não tem como deixar de ficar, no mínimo, incomodado com esse time.

Como formador de opinião, não posso afirmar que os jogadores são sem vergonha, até porque, não tenho o direito de duvidar o caráter de cada um deles. Porém, o que se viu nesse ano foi um time completamente apático, com atletas totalmente indiferentes com a situação do clube no campeonato. Como torcedor, concordo com todo o tipo de manifestação, desde que não seja de forma violenta. Perder faz parte do futebol, mas a aceitação vem quando se observa uma entrega de quem está dentro de campo. Quando há a sensação de que a derrota não importa, é necessária a cobrança. Porque torcedor não pode ser tratado como trouxa, pagando preços absurdos nos ingressos, incompatíveis com a nossa realidade, pra ver corpo mole nas quatro linhas.

Como disse o Sheik ao final da partida, a diretoria precisa tomar uma atitude. A gestão Eduardo Bandeira de Mello tem sido uma das melhores da história do Flamengo. Pela primeira vez, somos considerados bons pagadores. Acabou aquele papo de "Finjo que ganho e finjo que jogo". Contudo, dentro de campo, apenas um título da Copa do Brasil e um Carioca. Muito pouco para o clube com maior receita no Brasil. A administração do futebol deixa a desejar em vários aspectos. Apostas ruins, muita troca no comando, e a falta de um planejamento a longo prazo. Várias apostas não deram certo, como Carlos Eduardo, Elano, Erazo, Léo, entre outros. A validade de nomes como Wallace, Pará, Cesar Martins, Márcio Araújo, Gabriel e Paulinho, acabou. É necessário uma reformulação para o ano que vem, e isso envolve um olhar atento ao mercado. Como por exemplo, o Nenê, que está no Vasco. Chegou desacreditado, numa função que o rubro-negro carece, e está sendo decisivo na arrancada do Gigante da Colina. Será que não era melhor ter investido R$150 mil mensais nele, do que trazer o Éderson com todo seu histórico de lesões?

Não é só dentro de campo que as polêmicas estão fervendo. Por conta das eleições que se aproximam, o clima nos bastidores está quente. Bandeira deve ser reeleito, se nenhum imprevisto acontecer, como a tentativa de cassação da sua candidatura. Torço para que ele continue, mas é preciso haver cobranças. Já acabou o tempo de ficar se escondendo atrás da boa política financeira.

Outros destaques

1º - Depois de toda a polêmica envolvendo a parceria com o Flamengo, o corte de verbas da UFJF e a troca de nome, o JF Vôlei estreou perdendo na Superliga Masculina de Vôlei. Jogando fora de casa, saiu derrotado por 3 sets a 0. Depois de um péssimo Campeonato Mineiro, as expectativas para o Nacional não são nada boas.

2º - Com a intenção de começar o planejamento para a próxima temporada, o Tupi estuda a contratação de um diretor executivo, que será remunerado e terá a responsabilidade de ficar somente por conta do futebol. A bola da vez é Marcelo de Jesus, que está no ASA. Não acho que seja uma boa ideia. Se for para investir em cartola, que seja alguém com experiência e que saiba como funciona o processo da Série B. Erros de planejamento não são uma opção para o Galo Carijó em 2016.

3º - Londrina saí na frente na final da Série C. Jogando dentro de casa, com o apoio da torcida, o time paranaense venceu pelo placar mínimo, gol de Zé Rafael. Partida de volta nesse final de semana, com a promessa de um Serra Dourada lotado, como há muito não se vê.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

-
Matheus Brum Matheus Brum 9/11/2015

A indignação com o "Bonde da Stella"

Depois de quatro derrotas consecutivas, o Flamengo voltou a vencer no Brasileirão após bater o Goiás por 4 a 1 no Maracanã. O curioso dessa vitória foram as manifestações da torcida ao longo da partida. Uma boa parte dos 15.421 torcedores hostilizaram os jogadores durante toda a peleja. O "Bonde da Stella", formado por Alan Patrick, Cirino, Éverton, Pará e Paulinho foi o mais xingado. Mesmo com os dois gols e uma assistência, o meia foi vaiado até os 28 minutos da segunda etapa, quando foi substituído.

Esse ano de 2015 tem sido atípico para mim no quesito torcida. Depois da decepção no Carioca, deixei de acompanhar fielmente os jogos do Flamengo. Mas mesmo assim, não tem como deixar de ficar, no mínimo, incomodado com esse time.

Como formador de opinião, não posso afirmar que os jogadores são sem vergonha, até porque, não tenho o direito de duvidar o caráter de cada um deles. Porém, o que se viu nesse ano foi um time completamente apático, com atletas totalmente indiferentes com a situação do clube no campeonato. Como torcedor, concordo com todo o tipo de manifestação, desde que não seja de forma violenta. Perder faz parte do futebol, mas a aceitação vem quando se observa uma entrega de quem está dentro de campo. Quando há a sensação de que a derrota não importa, é necessária a cobrança. Porque torcedor não pode ser tratado como trouxa, pagando preços absurdos nos ingressos, incompatíveis com a nossa realidade, pra ver corpo mole nas quatro linhas.

Como disse o Sheik ao final da partida, a diretoria precisa tomar uma atitude. A gestão Eduardo Bandeira de Mello tem sido uma das melhores da história do Flamengo. Pela primeira vez, somos considerados bons pagadores. Acabou aquele papo de "Finjo que ganho e finjo que jogo". Contudo, dentro de campo, apenas um título da Copa do Brasil e um Carioca. Muito pouco para o clube com maior receita no Brasil. A administração do futebol deixa a desejar em vários aspectos. Apostas ruins, muita troca no comando, e a falta de um planejamento a longo prazo. Várias apostas não deram certo, como Carlos Eduardo, Elano, Erazo, Léo, entre outros. A validade de nomes como Wallace, Pará, Cesar Martins, Márcio Araújo, Gabriel e Paulinho, acabou. É necessário uma reformulação para o ano que vem, e isso envolve um olhar atento ao mercado. Como por exemplo, o Nenê, que está no Vasco. Chegou desacreditado, numa função que o rubro-negro carece, e está sendo decisivo na arrancada do Gigante da Colina. Será que não era melhor ter investido R$150 mil mensais nele, do que trazer o Éderson com todo seu histórico de lesões?

Não é só dentro de campo que as polêmicas estão fervendo. Por conta das eleições que se aproximam, o clima nos bastidores está quente. Bandeira deve ser reeleito, se nenhum imprevisto acontecer, como a tentativa de cassação da sua candidatura. Torço para que ele continue, mas é preciso haver cobranças. Já acabou o tempo de ficar se escondendo atrás da boa política financeira.

Outros destaques

1º - Depois de toda a polêmica envolvendo a parceria com o Flamengo, o corte de verbas da UFJF e a troca de nome, o JF Vôlei estreou perdendo na Superliga Masculina de Vôlei. Jogando fora de casa, saiu derrotado por 3 sets a 0. Depois de um péssimo Campeonato Mineiro, as expectativas para o Nacional não são nada boas.

2º - Com a intenção de começar o planejamento para a próxima temporada, o Tupi estuda a contratação de um diretor executivo, que será remunerado e terá a responsabilidade de ficar somente por conta do futebol. A bola da vez é Marcelo de Jesus, que está no ASA. Não acho que seja uma boa ideia. Se for para investir em cartola, que seja alguém com experiência e que saiba como funciona o processo da Série B. Erros de planejamento não são uma opção para o Galo Carijó em 2016.

3º - Londrina saí na frente na final da Série C. Jogando dentro de casa, com o apoio da torcida, o time paranaense venceu pelo placar mínimo, gol de Zé Rafael. Partida de volta nesse final de semana, com a promessa de um Serra Dourada lotado, como há muito não se vê.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.