Nome do Colunista Nome do Colunista 23/06/2016

Em jogo fraco, Figueirense e Botafogo empatam sem gols em Juiz de Fora

foto

A falta de pontaria foi a tônica da partida no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Mesmo com um jogo fraco, sobretudo no primeiro tempo, os times criaram, mas não conseguiram concluir as chances em gol. As equipes pecaram também nos passes causando a ira dos pouco mais de três mil presentes no Municipal.

Os cinco primeiros minutos foram de pressão do Botafogo. O Glorioso tinha as principais ações ofensivas, apostando em uma equipe leve, com três jogadores na frente. Yaca e Neilton flutuavam pelas pontas, com Aquino centralizado. No meio, Fernandes era o responsável pela organização das jogadas. No entanto, eles não conseguiam transformar essa superioridade, em chances claras de gol.

Depois desse início com pressão botafoguense, o jogo caiu muito de produção. Passes errados em sequência, que não fazia o jogo fluir. O Botafogo conseguia muitos escanteios, mas nenhum levava perigo.

A primeira chegada perigosa da partida aconteceu apenas aos 17 minutos. O Figueirense conseguiu encaixar um contra-ataque com Lins, que rolou para Dudu. O camisa 11 invadiu a grande área e deu um toque de "biquinho". A bola passou perigosamente à meta esquerda de Sidão.

A torcida que apoiava, começou a criticar a grande quantidade de passes errados. A cada equívoco era uma vaia diferente. Yaca foi um dos que mais sofreram. A paciência com o camisa 11 do Fogão estava bem pequena.

Não conseguindo trocar passes, o Botafogo começou a arriscar chutes de fora, com Yaca e Neilton, sem perigo à meta de Gatito. Além das finalizações de média distância, outra aposta foi em cruzamentos. Mas, essas jogadas também não funcionavam. Anderson Aquino praticamente não participava da partida, ficando preso entre os zagueiros catarinenses.

Ao estilo "pedra mole, água dura, tanto bate até que fura", o Fogão conseguiu a primeira chegada perigosa aos 30 minutos. Luís Ricardo recebeu na direita e cruzou livre. Na pequena área Bruno Silva desviou, mas pegou embaixo da bola, mandando por cima do gol.

Essa chegada do Glorioso deu um ânimo diferente para a partida, deixando-a mais movimentada. Dentro das suas características, ambas equipes chegaram mais ao ataque. O Figueirense, que até então estava inoperante no ataque, quase abriu o placar. Ermel, depois de falha de Sidão, e Dudu, num belo contra-ataque, perderam boas chances, para alívio da torcida botafoguense.

O segundo tempo começou como o primeiro. O Botafogo voltou mais ligado na partida, conseguindo colocar em prática as jogadas que não deram certo na primeira metade de jogo. A velocidade de Neilton e Yaca confundia o sistema defensivo do Figueirense, e isso resultava em chances perigosas. Logo aos dois minutos, Fernandes levantou bola na área, Gatito saiu "caçando borboleta", perdendo a dividida com Renan Fonseca, que deu uma "casquinha" à direita da meta catarinense.

Taticamente, Ricardo manteve o padrão do primeiro tempo. Airton ficava mais fixo, recuando para jogar como um terceiro zagueiro; Bruno Silva era o responsável pela saída de bola, e Fernandes, "o cara" da articulação das jogadas; Na frente, Neilton e Yaca flutuavam, tentando desvencilhar e confundir a marcação, com Aquino centralizado. Só que o camisa 9 pouco fez, praticamente não participando do jogo. Tanto que, ao ser substituído pela jovem promessa, Luiz Henrique, foi bastante vaiado pela torcida.

Já o Figueirense continuava na mesma, com duas linhas de quatro jogadores fazendo a marcação, deixando apenas Lins e Dudu na frente. Só que, ao contrário do primeiro tempo, os contra-ataques não estavam funcionando. Com isso, o Glorioso só crescia na partida.

Em dois minutos o Botafogo perdeu duas chances incríveis. A primeira aconteceu aos 18. Fernandes cobrou escanteio pela direita e colocou na cabeça de Renan Fonseca, na marca do pênalti. O camisa 2 testou firme, no canto esquerdo de Gatito, que não foi na bola. A sorte catarinense foi que Marquinhos Pedroso estava em cima da linha e salvou de peito. Dois minutos depois, Octávio, que entrou no lugar de Airton, lesionado, recebeu de Neilton pela direita, invadiu a área e chutou forte. A bola explodiu no camisa 1 e foi para escanteio.

A blitz botafoguense animava os torcedores. Dentro de campo, as jogadas começavam a dar certo. Os cruzamentos tanto por cima, quanto por baixo, que não funcionaram no primeiro tempo, começaram a ser perigosos. Renan Fonseca, Emerson Silva, Luiz Henrique e Neilton, perderam chances preciosas para o alvinegro, para desespero da torcida. Estava ficando claro que a rede não iria balançar.

Essa falta de pontaria quase custou caro ao Fogão. Nos acréscimos, Ayrton cobrou falta da intermediária, Sidão espalmou para o meio da área, nos pés de Éverton Santos, que fez quase tudo certo. Ajeitou o corpo, escolheu o canto, mas na hora da finalização, colocou para fora. Depois de mais uma grande chance perdida, ficou claro que o zero não sairia do placar.

O empate não foi bom para ninguém. As duas equipes esperam o fechamento da 10ª rodada para saber em qual posição vão ficar. O que é certo é que o Botafogo não sai do Z-4, e o Figueirense perde a chance de continuar na cola dos líderes.

Na próxima rodada, ambos jogam domingo. O Botafogo vai até o Rio Grande do Sul enfrentar o Internacional, às 16 horas. Já o Figueirense joga depois, às 18h30, dentro de casa, no Orlando Scarpelli, contra o Coritiba.  

Estatísticas
Data Figueirense
Passes Errados 50 45
Finalizações 18 (3 certas e 15 erradas) 9 (3 certas e 6 erradas)
Cruzamentos 46 (10 certos e 36 errados) 12 (0 certos e 12 errados)
Desarmes 13 24
Faltas Cometidas 12 12
Cartões 0 1 amarelo
Impedimentos 5 0
Lançamentos 22 (11 certos e 11 errados) 50 (10 certos e 40 errados)

Ficha Técnica

Botafogo: Sidão; Luís Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Airton (Octávio), Bruno Silva, Fernandes e Yaca (Ribamar); Neilton e Anderson Aquino (Luiz Henrique). Técnico: Ricardo Gomes

Figueirense: Gatito Fernandez, Ayrton, Marquinhos, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Jackson Caucaia, Ferrugem (Jucinei) e Bady; Ermel (Everton Santos), Lins (Guilherme Queiroz) e Dudu. Técnico: Vinícius Eutrópio

Arbitragem: Emerson de Almeida Ferreira (MG), auxiliado por Marconi Ferreira (MG), Pablo Almeida da Costa (MG)

Público e Renda: 3013 (2797 pagantes) / R$71.040


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Nome do Colunista Nome do Colunista 23/06/2016

Em jogo fraco, Figueirense e Botafogo empatam sem gols em Juiz de Fora

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A falta de pontaria foi a tônica da partida no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Mesmo com um jogo fraco, sobretudo no primeiro tempo, os times criaram, mas não conseguiram concluir as chances em gol. As equipes pecaram também nos passes causando a ira dos pouco mais de três mil presentes no Municipal.

Os cinco primeiros minutos foram de pressão do Botafogo. O Glorioso tinha as principais ações ofensivas, apostando em uma equipe leve, com três jogadores na frente. Yaca e Neilton flutuavam pelas pontas, com Aquino centralizado. No meio, Fernandes era o responsável pela organização das jogadas. No entanto, eles não conseguiam transformar essa superioridade, em chances claras de gol.

Depois desse início com pressão botafoguense, o jogo caiu muito de produção. Passes errados em sequência, que não fazia o jogo fluir. O Botafogo conseguia muitos escanteios, mas nenhum levava perigo.

A primeira chegada perigosa da partida aconteceu apenas aos 17 minutos. O Figueirense conseguiu encaixar um contra-ataque com Lins, que rolou para Dudu. O camisa 11 invadiu a grande área e deu um toque de "biquinho". A bola passou perigosamente à meta esquerda de Sidão.

A torcida que apoiava, começou a criticar a grande quantidade de passes errados. A cada equívoco era uma vaia diferente. Yaca foi um dos que mais sofreram. A paciência com o camisa 11 do Fogão estava bem pequena.

Não conseguindo trocar passes, o Botafogo começou a arriscar chutes de fora, com Yaca e Neilton, sem perigo à meta de Gatito. Além das finalizações de média distância, outra aposta foi em cruzamentos. Mas, essas jogadas também não funcionavam. Anderson Aquino praticamente não participava da partida, ficando preso entre os zagueiros catarinenses.

Ao estilo "pedra mole, água dura, tanto bate até que fura", o Fogão conseguiu a primeira chegada perigosa aos 30 minutos. Luís Ricardo recebeu na direita e cruzou livre. Na pequena área Bruno Silva desviou, mas pegou embaixo da bola, mandando por cima do gol.

Essa chegada do Glorioso deu um ânimo diferente para a partida, deixando-a mais movimentada. Dentro das suas características, ambas equipes chegaram mais ao ataque. O Figueirense, que até então estava inoperante no ataque, quase abriu o placar. Ermel, depois de falha de Sidão, e Dudu, num belo contra-ataque, perderam boas chances, para alívio da torcida botafoguense.

O segundo tempo começou como o primeiro. O Botafogo voltou mais ligado na partida, conseguindo colocar em prática as jogadas que não deram certo na primeira metade de jogo. A velocidade de Neilton e Yaca confundia o sistema defensivo do Figueirense, e isso resultava em chances perigosas. Logo aos dois minutos, Fernandes levantou bola na área, Gatito saiu "caçando borboleta", perdendo a dividida com Renan Fonseca, que deu uma "casquinha" à direita da meta catarinense.

Taticamente, Ricardo manteve o padrão do primeiro tempo. Airton ficava mais fixo, recuando para jogar como um terceiro zagueiro; Bruno Silva era o responsável pela saída de bola, e Fernandes, "o cara" da articulação das jogadas; Na frente, Neilton e Yaca flutuavam, tentando desvencilhar e confundir a marcação, com Aquino centralizado. Só que o camisa 9 pouco fez, praticamente não participando do jogo. Tanto que, ao ser substituído pela jovem promessa, Luiz Henrique, foi bastante vaiado pela torcida.

Já o Figueirense continuava na mesma, com duas linhas de quatro jogadores fazendo a marcação, deixando apenas Lins e Dudu na frente. Só que, ao contrário do primeiro tempo, os contra-ataques não estavam funcionando. Com isso, o Glorioso só crescia na partida.

Em dois minutos o Botafogo perdeu duas chances incríveis. A primeira aconteceu aos 18. Fernandes cobrou escanteio pela direita e colocou na cabeça de Renan Fonseca, na marca do pênalti. O camisa 2 testou firme, no canto esquerdo de Gatito, que não foi na bola. A sorte catarinense foi que Marquinhos Pedroso estava em cima da linha e salvou de peito. Dois minutos depois, Octávio, que entrou no lugar de Airton, lesionado, recebeu de Neilton pela direita, invadiu a área e chutou forte. A bola explodiu no camisa 1 e foi para escanteio.

A blitz botafoguense animava os torcedores. Dentro de campo, as jogadas começavam a dar certo. Os cruzamentos tanto por cima, quanto por baixo, que não funcionaram no primeiro tempo, começaram a ser perigosos. Renan Fonseca, Emerson Silva, Luiz Henrique e Neilton, perderam chances preciosas para o alvinegro, para desespero da torcida. Estava ficando claro que a rede não iria balançar.

Essa falta de pontaria quase custou caro ao Fogão. Nos acréscimos, Ayrton cobrou falta da intermediária, Sidão espalmou para o meio da área, nos pés de Éverton Santos, que fez quase tudo certo. Ajeitou o corpo, escolheu o canto, mas na hora da finalização, colocou para fora. Depois de mais uma grande chance perdida, ficou claro que o zero não sairia do placar.

O empate não foi bom para ninguém. As duas equipes esperam o fechamento da 10ª rodada para saber em qual posição vão ficar. O que é certo é que o Botafogo não sai do Z-4, e o Figueirense perde a chance de continuar na cola dos líderes.

Na próxima rodada, ambos jogam domingo. O Botafogo vai até o Rio Grande do Sul enfrentar o Internacional, às 16 horas. Já o Figueirense joga depois, às 18h30, dentro de casa, no Orlando Scarpelli, contra o Coritiba.  

Estatísticas
Data Figueirense
Passes Errados 50 45
Finalizações 18 (3 certas e 15 erradas) 9 (3 certas e 6 erradas)
Cruzamentos 46 (10 certos e 36 errados) 12 (0 certos e 12 errados)
Desarmes 13 24
Faltas Cometidas 12 12
Cartões 0 1 amarelo
Impedimentos 5 0
Lançamentos 22 (11 certos e 11 errados) 50 (10 certos e 40 errados)

Ficha Técnica

Botafogo: Sidão; Luís Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Airton (Octávio), Bruno Silva, Fernandes e Yaca (Ribamar); Neilton e Anderson Aquino (Luiz Henrique). Técnico: Ricardo Gomes

Figueirense: Gatito Fernandez, Ayrton, Marquinhos, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Jackson Caucaia, Ferrugem (Jucinei) e Bady; Ermel (Everton Santos), Lins (Guilherme Queiroz) e Dudu. Técnico: Vinícius Eutrópio

Arbitragem: Emerson de Almeida Ferreira (MG), auxiliado por Marconi Ferreira (MG), Pablo Almeida da Costa (MG)

Público e Renda: 3013 (2797 pagantes) / R$71.040


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Nome do Colunista Nome do Colunista 23/06/2016

Em jogo fraco, Figueirense e Botafogo empatam sem gols em Juiz de Fora

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A falta de pontaria foi a tônica da partida no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Mesmo com um jogo fraco, sobretudo no primeiro tempo, os times criaram, mas não conseguiram concluir as chances em gol. As equipes pecaram também nos passes causando a ira dos pouco mais de três mil presentes no Municipal.

Os cinco primeiros minutos foram de pressão do Botafogo. O Glorioso tinha as principais ações ofensivas, apostando em uma equipe leve, com três jogadores na frente. Yaca e Neilton flutuavam pelas pontas, com Aquino centralizado. No meio, Fernandes era o responsável pela organização das jogadas. No entanto, eles não conseguiam transformar essa superioridade, em chances claras de gol.

Depois desse início com pressão botafoguense, o jogo caiu muito de produção. Passes errados em sequência, que não fazia o jogo fluir. O Botafogo conseguia muitos escanteios, mas nenhum levava perigo.

A primeira chegada perigosa da partida aconteceu apenas aos 17 minutos. O Figueirense conseguiu encaixar um contra-ataque com Lins, que rolou para Dudu. O camisa 11 invadiu a grande área e deu um toque de "biquinho". A bola passou perigosamente à meta esquerda de Sidão.

A torcida que apoiava, começou a criticar a grande quantidade de passes errados. A cada equívoco era uma vaia diferente. Yaca foi um dos que mais sofreram. A paciência com o camisa 11 do Fogão estava bem pequena.

Não conseguindo trocar passes, o Botafogo começou a arriscar chutes de fora, com Yaca e Neilton, sem perigo à meta de Gatito. Além das finalizações de média distância, outra aposta foi em cruzamentos. Mas, essas jogadas também não funcionavam. Anderson Aquino praticamente não participava da partida, ficando preso entre os zagueiros catarinenses.

Ao estilo "pedra mole, água dura, tanto bate até que fura", o Fogão conseguiu a primeira chegada perigosa aos 30 minutos. Luís Ricardo recebeu na direita e cruzou livre. Na pequena área Bruno Silva desviou, mas pegou embaixo da bola, mandando por cima do gol.

Essa chegada do Glorioso deu um ânimo diferente para a partida, deixando-a mais movimentada. Dentro das suas características, ambas equipes chegaram mais ao ataque. O Figueirense, que até então estava inoperante no ataque, quase abriu o placar. Ermel, depois de falha de Sidão, e Dudu, num belo contra-ataque, perderam boas chances, para alívio da torcida botafoguense.

O segundo tempo começou como o primeiro. O Botafogo voltou mais ligado na partida, conseguindo colocar em prática as jogadas que não deram certo na primeira metade de jogo. A velocidade de Neilton e Yaca confundia o sistema defensivo do Figueirense, e isso resultava em chances perigosas. Logo aos dois minutos, Fernandes levantou bola na área, Gatito saiu "caçando borboleta", perdendo a dividida com Renan Fonseca, que deu uma "casquinha" à direita da meta catarinense.

Taticamente, Ricardo manteve o padrão do primeiro tempo. Airton ficava mais fixo, recuando para jogar como um terceiro zagueiro; Bruno Silva era o responsável pela saída de bola, e Fernandes, "o cara" da articulação das jogadas; Na frente, Neilton e Yaca flutuavam, tentando desvencilhar e confundir a marcação, com Aquino centralizado. Só que o camisa 9 pouco fez, praticamente não participando do jogo. Tanto que, ao ser substituído pela jovem promessa, Luiz Henrique, foi bastante vaiado pela torcida.

Já o Figueirense continuava na mesma, com duas linhas de quatro jogadores fazendo a marcação, deixando apenas Lins e Dudu na frente. Só que, ao contrário do primeiro tempo, os contra-ataques não estavam funcionando. Com isso, o Glorioso só crescia na partida.

Em dois minutos o Botafogo perdeu duas chances incríveis. A primeira aconteceu aos 18. Fernandes cobrou escanteio pela direita e colocou na cabeça de Renan Fonseca, na marca do pênalti. O camisa 2 testou firme, no canto esquerdo de Gatito, que não foi na bola. A sorte catarinense foi que Marquinhos Pedroso estava em cima da linha e salvou de peito. Dois minutos depois, Octávio, que entrou no lugar de Airton, lesionado, recebeu de Neilton pela direita, invadiu a área e chutou forte. A bola explodiu no camisa 1 e foi para escanteio.

A blitz botafoguense animava os torcedores. Dentro de campo, as jogadas começavam a dar certo. Os cruzamentos tanto por cima, quanto por baixo, que não funcionaram no primeiro tempo, começaram a ser perigosos. Renan Fonseca, Emerson Silva, Luiz Henrique e Neilton, perderam chances preciosas para o alvinegro, para desespero da torcida. Estava ficando claro que a rede não iria balançar.

Essa falta de pontaria quase custou caro ao Fogão. Nos acréscimos, Ayrton cobrou falta da intermediária, Sidão espalmou para o meio da área, nos pés de Éverton Santos, que fez quase tudo certo. Ajeitou o corpo, escolheu o canto, mas na hora da finalização, colocou para fora. Depois de mais uma grande chance perdida, ficou claro que o zero não sairia do placar.

O empate não foi bom para ninguém. As duas equipes esperam o fechamento da 10ª rodada para saber em qual posição vão ficar. O que é certo é que o Botafogo não sai do Z-4, e o Figueirense perde a chance de continuar na cola dos líderes.

Na próxima rodada, ambos jogam domingo. O Botafogo vai até o Rio Grande do Sul enfrentar o Internacional, às 16 horas. Já o Figueirense joga depois, às 18h30, dentro de casa, no Orlando Scarpelli, contra o Coritiba.  

Estatísticas
Data Figueirense
Passes Errados 50 45
Finalizações 18 (3 certas e 15 erradas) 9 (3 certas e 6 erradas)
Cruzamentos 46 (10 certos e 36 errados) 12 (0 certos e 12 errados)
Desarmes 13 24
Faltas Cometidas 12 12
Cartões 0 1 amarelo
Impedimentos 5 0
Lançamentos 22 (11 certos e 11 errados) 50 (10 certos e 40 errados)

Ficha Técnica

Botafogo: Sidão; Luís Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva e Diogo Barbosa; Airton (Octávio), Bruno Silva, Fernandes e Yaca (Ribamar); Neilton e Anderson Aquino (Luiz Henrique). Técnico: Ricardo Gomes

Figueirense: Gatito Fernandez, Ayrton, Marquinhos, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Jackson Caucaia, Ferrugem (Jucinei) e Bady; Ermel (Everton Santos), Lins (Guilherme Queiroz) e Dudu. Técnico: Vinícius Eutrópio

Arbitragem: Emerson de Almeida Ferreira (MG), auxiliado por Marconi Ferreira (MG), Pablo Almeida da Costa (MG)

Público e Renda: 3013 (2797 pagantes) / R$71.040


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com