CURITIBA, PR, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A ação do governo dos EUA na Venezuela neste sábado (3), com a captura de Nicolás Maduro, foi comemorada no Brasil por governadores de direita, como os presidenciáveis Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo).
Em uma rede social, o governador do Paraná, Ratinho Junior, afirmou que a população do país vizinho "estava sendo oprimida há décadas por tiranos antidemocráticos" e parabenizou Donald Trump "pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela".
"Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!", escreveu o paranaense, que já assumiu disposição em concorrer ao Planalto em outubro, embora o PSD ainda não tenha decidido se irá ou não lançar candidato próprio.
Outro governador do PSD que tem interesse na Presidência da República, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) se manifestou de forma diferente em relação ao correligionário.
Leite disse que "o regime ditatorial de Maduro é inadmissível", mas condenou a violência usada pelos EUA e afirmou que está preocupado "com a escalada de tensão em nossa região".
"O regime ditatorial de Maduro viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável", escreveu Leite.
"Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil", continuou Leite.
Do campo da direita, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que "este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista". "Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país", disse Caiado.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse torcer para que a queda de Maduro "sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento".
"O chavismo isolou a Venezuela do mundo, destruiu a economia, expulsou milhões do próprio país e mostrou os efeitos trágicos de regimes autoritários. Que a Venezuela possa se abrir novamente, com LIBERDADE, RESPONSABILIDADE, DEMOCRACIA e OPORTUNIDADES reais para sua população reconstruir a própria história", afirmou o chefe mineiro.
Outro presidenciável, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda não se manifestou publicamente sobre o tema.
Cláudio Castro (PL), outro governador de direita que comemorou o episódio, escreveu "o povo da Venezuela tem motivos para comemorar a ação do presidente Trump", pois "se libertou da tirania".
"Maduro é um ditador que viola direitos humanos, persegue e silencia opositores. Não respeita os valores democráticos, tão caros a todos nós! A liberdade deve ser o bem maior a orientar as ações dos governos na América Latina. Devemos fortalecer a luta contra o narcoterrorismo que assola o continente", afirmou Castro.
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