BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O chanceler da Venezuela, Yvan Gil, pediu aos países que integram a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) que exijam a imediata libertação do ditador Nicolás Maduro e afirmou que os ataques americanos contra Caracas, no sábado (3), atingem toda a América Latina e o Caribe.
Para Gil, que discursou em uma reunião virtual de emergência da Celac da qual o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) participa, disse que a ação militar dos EUA atinge toda a região. "Hoje foi a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outro país que decida exercer a sua soberania".
O discurso foi transmitido pela rede Telesur.
O chanceler chavista disse ainda que o governo Donald Trump está interessado nos recursos naturais da Venezuela. Ele declarou que Maduro foi "sequestrado" pelos americanos.
"Existe un presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, que, embora hoje se encontre sequestrado, segue sendo chefe de Estado em pleno exercício do seu mandato", declarou. "Exigimos a sua libertação imediata e incondicional".
"É importante que esta Comunidade assuma que a Venezuela segue sob ameaça e assédio. É sumamente importante que a Celac exija de maneira imediata o restabelecimento da legalidade internacional, que passa pela retirada imediatada de todas as forças miltiares do Caribe; e que passa por pedir e corroborar pela libertação imediata e incondicional do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela", discursou.
Na maior intervenção contra a América Latina em décadas, os EUA atacaram a Venezuela no sábado (3), bombardeando a capital, Caracas, e capturando Maduro e sua esposa.
O ditador e a primeira-dama, Cilia Flores, foram então transportados para Nova York para serem julgados por narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico de drogas.