SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Manifestantes ocuparam ruas de várias cidades dos Estados Unidos neste domingo (4) em protesto contra a intervenção militar do governo de Donald Trump na Venezuela. Os atos, que ocorreram também no sábado (3), manifestaram oposição a uma possível guerra contra o país caribenho após a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Segundo a imprensa americana e o jornal britânico The Guardian, centenas de pessoas participaram de atos em cidades como Austin, Chicago, Dallas, Detroit, Nova York, Filadélfia, Pittsburgh, São Francisco e Seattle.

Em Chicago, de acordo com a rede de TV ABC7, manifestantes se reuniram no centro da cidade poucas horas depois de o presidente Donald Trump anunciar detalhes do ataque, ainda no sábado.

Muitos disseram que ação foi um ato de guerra desnecessário. Alguns venezuelanos entrevistados pela ABC7 ambém afirmaram que estão felizes com a possibilidade de remoção do regime, mas houve questionamentos sobre como a operação foi feito sem o conhecimento do Congresso.

Em Nova York, um grupo se reuniu neste domingo em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn em que o ditador venezuelano Nicolás Maduro está detido, com placas com as mensagens "Não à guerra dos EUA na Venezuela" e "Pare o bombardeio na Venezuela agora", em tradução livre.

Nicolás Maduro comparecerá diante de um juiz de Nova York nesta segunda-feira (5) às 12h no horário local (14h em Brasília), anunciou neste domingo (4) um tribunal federal, que notificará formalmente as acusações apresentadas contra ele.

De acordo com Pam Bondi, secretária de Justiça do governo Donald Trump, Maduro, Flores e outras quatro pessoas responderão por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína nos EUA, porte de armas de fogo e conspiração para portar armas de fogo. Washington abriu um novo indiciamento contra o ditador, que já tinha uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 271 milhões) por sua captura.

Ainda neste domingo, cerca de 200 pessoas se reuniram em frente à Prefeitura de Austin em protesto contra a ação militar, que consideraram ilegal, segundo o jornal local Austin American-Statesman. Além do fim da intervenção, cartazes também cobravam foco nos problemas internos, com dizeres como "Meus ovos já estão mais baratos?", em referência à disparada nos preços dos alimentos.

Em Detroit, os atos começaram no sábado na Hart Plaza, no centro da cidade, e continuaram neste domingo no Grand Circus Park e em frente ao prédio federal Patrick V. McNamara. "Queremos que Maduro e sua esposa sejam libertados imediatamente. Não queremos que sejam julgados na cidade de Nova York", disse Audrey Bourriaud, uma das organizadoras, ao jornal Detroit Free Press.