SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda (5) que "pegará em armas" diante das ameaças de seu homólogo americano, Donald Trump, ao seu país.

Petro, um ex-guerrilheiro que há meses é alvo de insultos e ameaças de Trump, publicou no X: "Jurei nunca mais tocar em uma arma... mas pela pátria, pegarei em armas novamente".

Trump disse no fim de semana que Petro deveria "tomar cuidado" e descreveu o primeiro presidente de esquerda da Colômbia como "um doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos". "Ele não vai fazer isso por muito mais tempo", afirmou.

Questionado se os EUA fariam uma ação militar contra o país, o americano ainda disse que a ideia lhe parecia boa.

No sábado (3), os Estados Unidos capturaram Maduro, em Caracas, numa operação militar. Ele foi levado, junto com sua mulher, Cilia Flores, a Nova York, onde será julgado por crimes relacionados ao tráfico de drogas.

Mais cedo, ainda no domingo, Petro classificou a ação contra Maduro de sequestro. O colombiano é um dos maiores críticos de Trump e tem questionado as ações militares americanas no Caribe e na América do Sul, que têm o suposto pretexto de combater o narcotráfico.

"Sem base legal para realizar uma ação contra a soberania da Venezuela, a detenção se transforma em sequestro", escreveu Petro no X.

O líder colombiano já havia rebatido, também, em outras publicações na rede social, as acusações do presidente americano. "Meu nome não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico nem no passado nem no presente. Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada", declarou Petro.

"Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante, tenho apenas como bem a casa da minha família que ainda pago com meu salário", continuou o colombiano em uma publicação no X.