BUENOS AIRES, ARGENTINA, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O regime chavista anunciou nesta quinta-feira (8) que irá libertar presos políticos na Venezuela, incluindo estrangeiros. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina, Delcy Rodríguez.

O regime não confirmou números nem nomes, mas, ao longo da tarde, o Palácio da Moncloa confirmou a liberação de cinco espanhóis, um com dupla nacionalidade, que se preparavam para viajar ao país europeu.

O governo espanhol expressa suas condolências a esses cidadãos, suas famílias e amigos. O Ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares, conversou pessoalmente com todos eles", disse o governo espanhol em nota, também sem citar nomes.

"A Espanha, que mantém relações fraternas com o povo venezuelano, acolhe esta decisão como um passo positivo nesta nova fase para a Venezuela", continuou o comunicado.

A ONG venezuelana Foro Penal confirmou à Folha que houve cinco libertados, incluindo a renomada ativista Rocío San Miguel, presa em fevereiro de 2024 no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, quando tentava deixar o país. Especializada em questões militares e crítica de longa data do regime, ela foi acusada de traição à pátria, terrorismo e conspiração.

Ela estava detida no Helicoide, prisão rotulada por organizações de direitos humanos como "centro de tortura". Os outros quatro estavam no presídio El Rodeo, segundo a Foro Penal.

Outro libertado, de acordo com o jornal espanhol El País, seria o ex-candidato à Presidência da Venezuela Enrique Márquez, detido após se denunciar irregularidades nas eleições de 2024, que deram um terceiro mandato ao ditador Nicolás Maduro apesar de diversas evidências de fraude. Às 18h20 locais (19h20 no Brasil), porém, a Foro Penal afirmou à reportagem que ele ainda não havia sido liberado.

Desde o anúncio, nomes de outros presos políticos começaram a aparecer nas na internet como possíveis libertados, mas as organizações locais não confirmam. "Há listas circulando nas redes sociais que não são precisas. Vamos esperar a libertação completa de todos os presos políticos", afirmou na rede social X o advogado Alfredo Romero, diretor da Foro Penal.

Ao anunciar a libertação dos presos, Rodríguez afirmou que, "para a convivência pacífica, o governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu liberar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros".

"É um gesto unilateral de paz e não foi acordado com nenhuma outra parte", disse ele. A Casa Branca, por sua vez, escreveu em nota que as libertações são "exemplo da influência" de Trump sobre a nova liderança do país ?na quarta (7), Trump disse ao jornal americano The New York Times que os EUA devem supervisionar e extrair petróleo da Venezuela por anos e insistiu que o regime "dando tudo" o que Washington considera necessário.

Sem dar detalhes sobre a identidade dos presos, Rodríguez acrescentou que "esses processos de liberação estão acontecendo a partir deste exato momento." Aos jornalistas que acompanhavam o discurso, ele apenas disse, em seguida, que a libertação dos presos ocorreria "em algumas horas".

O líder do Parlamento disse ainda que "queria aproveitar para agradecer aos que sempre estiveram ao lado da Venezuela para defender o direito a uma vida plena, autodeterminação e paz", citando o político espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Qatar, "que responderam prontamente ao apelo" da líder interina, disse Rodríguez.

O parlamentar também afirmou que a pressão do governo de Donald Trump por petróleo venezuelano é algo que faz parte de acordos entre dois governos soberanos que fazem negócios há mais de cem anos e anunciou a instalação de uma comissão de diferentes ministérios para atuar, a partir de instituições de direito internacional, para pressionar pela libertação de Maduro e da primeira-dama.

São as primeiras libertações sob Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA, no sábado (3). Ambos estão presos em Nova York.

Sem dar detalhes sobre a identidade dos presos, Rodríguez acrescentou que "esses processos de liberação estão acontecendo a partir deste exato momento." Aos jornalistas que acompanhavam o discurso, ele apenas disse, em seguida, que a libertação dos presos ocorreria "em algumas horas".

O líder do Parlamento disse ainda que "queria aproveitar para agradecer aos que sempre estiveram ao lado da Venezuela para defender o direito a uma vida plena, autodeterminação e paz", citando o político espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Qatar, "que responderam prontamente ao apelo" da líder interina, disse Rodríguez.

O parlamentar também afirmou que a pressão do governo de Donald Trump por petróleo venezuelano é algo que faz parte de acordos entre dois governos soberanos que fazem negócios há mais de cem anos e anunciou a instalação de uma comissão de diferentes ministérios para atuar, a partir de instituições de direito internacional, para pressionar pela libertação de Maduro e da primeira-dama.

São as primeiras libertações sob Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA, no sábado (3). Ambos estão presos em Nova York.