SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma deputada do partido do presidente eleito de Honduras, Nasry Asfura, sofreu ferimentos leves nesta quinta-feira (8) após ser atingida por um explosivo artesanal enquanto falava com a imprensa do lado de fora do Congresso, informaram fontes oficiais.
O ataque ocorreu durante uma mobilização de apoiadores do governo de esquerda que acompanhavam uma sessão legislativa convocada para discutir a legalidade dos resultados eleitorais que declararam Asfura vencedor.
A congressista Gladis López, do conservador Partido Nacional, conversava com jornalistas quando o artefato a atingiu na altura do pescoço, segundo vídeos divulgados nas redes sociais que a mostram com manchas de sangue. López foi levada para um hospital e, afirmou depois que estava fora de perigo, relatando apenas mal-estar.
Esse tipo de explosivo é disparado com um lançador improvisado e foi utilizado durante os tumultos que ocorreram devido aos atrasos na proclamação do vencedor das eleições de 30 de novembro. Um militar ficou ferido no rosto durante um desses confrontos.
Asfura foi declarado vencedor mais de três semanas depois e vai assumir o poder no dia 27 de janeiro.
"Não quero pensar que seja por questões políticas (...) São coisas que não podem continuar acontecendo", disse Asfura.
Deputados do PN, como Netzer Mejía, culparam os apoiadores do governo da presidente hondurenha Xiomara Castro, enquanto o presidente do Congresso, o oficialista Luis Redondo, ordenou uma investigação.
Redondo havia convocado a sessão desta quinta-feira, apesar de o Congresso não ter autoridade para revisar a validade dos resultados eleitorais.
O ataque ocorreu em meio a uma alta tensão política e à desconfiança do público no processo eleitoral, que foi marcado por reviravoltas, atrasos, problemas técnicos e acusações de fraude.
Nasralla ficou em segundo lugar, atrás do candidato conservador Asfura, que contou com o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Menos de 1% dos votos separaram os dois candidatos.