A Ucrânia não teria meios de atingir Novgorod [cidade russa], muito menos a residência do Putin ou a base de Murmansk da aviação russa. Isso tudo é feito com assessores militares, principalmente britânicos. E é uma forma de a Europa dizer que está na guerra e que o Trump não pode negociar sozinho com o Putin, comentou.
Na avaliação do professor da UFRJ, os EUA não devem mais tentar barrar o avanço militar da Rússia na Ucrânia.
Por outro lado, eles vão tentar deter a Rússia em relação aos Brics ou por meio de retaliações à compra de petróleo russo, como fizeram com a Índia, mas não por causa da Ucrânia, mas para tirar a Rússia do mercado de petróleo, disse.
Campo de batalha
O professor fluminense acrescenta que a Ucrânia vem se fragilizando a cada dia no campo de batalha, apesar das ações espetaculares que realiza para tentar mostrar que ainda teria cartas na manga para usar.
Entre 20% e 25% do território ucraniano está ocupado pelas tropas russas. A Rússia avançou muito. O mais importante foi que a Rússia tomou o chamado Corredor de Odessa, que é a saída de grãos da Ucrânia, o pulmão da Ucrânia, disse.
O especialista destaca que as vitórias da Rússia não costumam ser noticiadas. Há um verdadeiro bloqueio de notícias em relação a isso. Em grande parte, porque essas agências de notícias são americanas, francesas e alemães. Então eles não noticiam isso, completou.
O analista militar Robinson Farinazzo pondera que a Rússia vai continuar investindo no campo de batalha porque não confia nos negociadores europeus e norte-americanos, apesar de avaliar que Moscou não consegue uma ação definitiva e rápida para neutralizar Kiev completamente.
O objetivo russo é neutralizar completamente o exército ucraniano, mas a Rússia não pode fazer avanços rápidos em profundidade, ou em amplitude, porque ela vai sofrer muitas baixas. Os sistemas defensivos ucranianos são bons, então eles apelam para uma guerra de desgaste. Essa guerra ainda pode durar muito tempo, disse.
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