SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Organizações de direitos humanos na Venezuela afirmam que mais nove presos políticos foram soltos nesta quarta-feira (14). Entre eles, estão quatro jornalistas.

Entre os jornalistas, um estava preso desde 2022. Trata-se de Ramón Centeno, segundo a organização Colégio Nacional de Jornalistas. Os outros seis libertados são:

- Victor Hugas, preso desde agosto de 2024;

- Leandro Palmar, na cadeia desde 9 de janeiro de 2025;

- Roland Carreño, preso desde agosto de 2024;

- Luíz Lopes, também preso desde agosto de 2024;

- Carlos Marconi, preso em 23 de maio de 2025;

- Belises Salvador Cubillán, preso em janeiro de 2025;

ONG também aponta mais uma pessoa. Segundo a Foro Penal, Cubillán Fuenmayor também foi solto.

O governo dos Estados Unidos afirmou ontem que a Venezuela libertou vários cidadãos americanos, mas não especificou quem. A libertação foi chamada de "um passo importante na direção correta" num comunicado do Departamento de Estado dos EUA. Alguns veículos de imprensa americanos, como a emissora de TV CNN, afirmaram que são ao menos quatro os americanos libertados.

Venezuela diz que mais de 400 foram libertados; ONGs contestam. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse nesta terça-feira (13) que mais de 400 pessoas foram libertadas da prisão como parte do processo anunciado na semana passada como um gesto de paz.

Grupos de direitos humano dizem que o número de libertações varia entre 60 e 70. As organizações reclamam do ritmo lento e da falta de informações sobre os libertos.