BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o premiê foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do Conselho de Paz dedicado à reconstrução da Faixa de Gaza, segundo o jornal israelense Times of Israel.
O gabinete ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.
A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região. O órgão será presidido pelo próprio Trump, mas os detalhes sobre o seu funcionamento ainda não estão claros.
O presidente americano enviou o convite a líderes de diversos países, incluindo o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o argentino Javier Milei, além do russo Vladimir Putin.
Segundo as agências Bloomberg e AFP, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países que desejem um assento permanente no grupo. As decisões seriam tomadas por maioria, com direito a um voto para cada Estado-membro, mas todas dependeriam da aprovação final do presidente americano.
Como mostrou a Folha, auxiliares do governo preparam avaliações sobre a entrada do Brasil no órgão. O plano atraiu críticas de Netanyahu, que disse que o anúncio não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por seu país.
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