SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram hoje que realizaram dez ataques a dezenas de alvos do grupo Estado Islâmico na Síria, matando ao menos 50 pessoas. A ação militar foi uma resposta a uma emboscada sofrida por dois soldados americanos e um intérprete civil americano em dezembro do ano passado.

O Comando Central dos EUA afirma que foram 10 ataques entre 3 e 15 de fevereiro. Foram dezenas de alvos, como depósitos de armas e outras infraestruturas do grupo.

Os ataques são uma retalilação. No final de 2025, o Estado Islâmico teria sido o responsável pela morte do sargento Edgar Brian Torres-Tovar, do sargento William Nathaniel Howard e de Ayad Mansoor Sakat, um intérprete civil.

Mais de 50 terroristas do Estado Islâmico foram mortos ou capturados e mais de 100 alvos de infraestrutura do grupo foram atingidos com centenas de munições de precisão durante dois meses de operações direcionadas.

Comanado Central dos EUA, em nota

Ontem (13), as forças armadas dos EUA transferiram milhares de detidos do Estado Islâmico da Síria para o Iraque, onde serão julgados. Os prisioneiros foram enviados ao Iraque a pedido de Bagdá, numa medida elogiada pelos EUA.

A Síria, por sua vez, diz que retomou o controle sobre uma base. O Ministério da Defesa sírio afirmou na quinta-feira (12) que assumiu o controle da base Al-Tanf, no leste do país, ocupada durante anos por tropas americanas.

Ontem, os EUA também atacaram uma embarcação no Caribe supostamente carregada com drogas. Três pessoas morreram, segundo informação divulgada pelo Comando do Sul, no X. "Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico no Caribe e envolvida em operações de narcotráfico. Três narcoterroristas foram mortos durante a ação. Nenhum militar dos EUA ficou ferido", diz a postagem.

A declaração não infornou o local do ataque. Pelo menos 130 pessoas já foram mortas em ataques contra 38 embarcações suspeitas de tráfico de drogas como parte de uma campanha que o governo de Donald Trump afirma ter como objetivo reduzir o tráfico de drogas.