SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Exército do México matou hoje um dos traficantes de drogas mais procurados do mundo. Nemesio Rubén Oseguerra Cervantes, 59, conhecido como El Mencho, era um dos fundadores e chefe da organização criminosa CJNG (Cartel de Jalisco Nova Geração).

Operação militar foi feita na manhã de hoje na cidade de Tapalpa, no distrito de Jalisco, para encontrar El Mencho. De acordo com o Ministério da Defesa, o criminoso foi morto enquanto era levado para um avião. Ele iria para a Cidade do México para receber um tratamento de saúde e estava escoltado por comparsas.

O Exército mexicano diz que seus integrantes foram alvo de tiros e que revidaram o ataque. Além de El Mencho, outros três homens, identificados pelo Exército como integrantes do CJNG, também morreram no local. Outros três do mesmo bando ficaram feridos gravemente.

Outros dois suspeitos foram presos. O Exército mexicano informou que foram apreendidos "diversos armamentos e veículos blindados". Entre os armamentos, alguns capazes de derrubar aeronaves e destruir carros blindados.

Três militares se feriram durante a operação. O Exército informou que, de imediato, eles foram socorridos a um hospital da Cidade do México, assim como os três suspeitos feridos gravemente. Até esta publicação, não havia informações sobre o estado de saúde dos feridos.

O Exército afirmou que a operação teve apoio dos EUA. A morte de El Mencho é o maior ataque das forças de segurança do México no país desde a detenção de Joaquín 'El Chapo' Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa e que cumpre prisão perpétua dos EUA desde 2019.

O Departamento de Estado dos EUA oferecia recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem até El Mencho. "O CJNG foi formado em 2009 e se tornou um dos cartéis de drogas mais violentos do México. Estima-se que possua a maior capacidade de tráfico de cocaína, heroína e metanfetamina do país e, nos últimos anos, também passou a traficar fentanil para os Estados Unidos", informava o país norte-americano.

Desde 2017, El Mencho foi indiciado diversas vezes nos EUA. A acusação mais recente, apresentada em 5 de abril de 2022, apontava crimes de conspiração e distribuição de substância controlada (metanfetamina, cocaína e fentanil) com o objetivo de importação ilegal, além do uso de arma de fogo.

Ataque ao chefe do cartel pode ter influência na política do México. Segundo o jornal "Los Angeles Times", a morte de El Mencho "representa uma grande conquista para o governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que vinha sofrendo intensa pressão da administração Trump para reprimir o tráfico de drogas com destino aos Estados Unidos".