SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, e o defensor público do país, Alfredo José Ruiz Angulo apresentaram nesta quarta-feira (25) suas renúncias à Assembleia Nacional.
As renúncias foram informadas pelo secretário da Assembleia, em declarações ao Parlamento venezuelano. Os parlamentares agora elegerão servidores interinos para cada um dos cargos, até que sejam definidos os substitutos permanentes, disse o presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez.
A informação foi confirmada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, durante sessão legislativa. O líder leu ambas as cartas durante a cerimônia.
Em seu comunicado, Ângulo disse que deixa o cargo "por motivos pessoais, familiares e de saúde. Saab, por sua vez, disse que já cumpriu seu dever de nobreza e honra para o país mesmo em meio ao atual cenário.
Ambas as renúncias foram aceitas na sessão. A Assembleia, por fim, definiu uma comissão com 13 deputados para avaliar novos nomes para o Ministério público e Defensoria nos próximos 30 dias.
Saab estava à frente do Ministério Público desde 2017. O advogado se diz um defensor dos direitos humanos, embora a oposição o critique por fazer vista grossa a denúncias de abusos por parte das forças de segurança.
Ele defendia o retorno de Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar americana em 3 de janeiro e preso em Nova York, onde enfrenta um julgamento por narcotráfico. Condenou a incursão de Washington como ilegal e violadora do direito internacional. As renúncias acontecem quase dois meses após operação dos Estados Unidos que derrubou o ex-líder venezuelano.