SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os ataques aéreos comandados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã desde sábado (28) deixaram 742 civis mortos, segundo a ONG de direitos humanos Hrana (Human Rights News Agency). Já a conta de feridos chega a 971 e há 624 mortes em investigação.

A organização é a mesma que contabilizou os mortos pela repressão do governo iraniano durante os protestos de janeiro de 2026, na casa dos milhares.

Do total, a organização afirma que há 176 crianças mortas e outras 115 feridas. A maior parte das vítimas estava na escola primária bombardeada no sábado em Minab, no sul do Irã.

As Forças de Defesa de Israel afirmam desconhecer operações na região e o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos EUA, no acrônimo em inglês) afirmou ao jornal The New York Times estar verificando um incidente com "danos a civis".

Segundo a publicação americana, foi possível verificar que os vídeos publicados nas redes sociais são compatíveis com a localização da escola, que fica próxima a um centro da Guarda Revolucionária.

Nesta segunda-feira (2), o Hrana afirmou ter confirmado mais 85 mortes de civis, enquanto mantém 579 incidentes (que incluem mortes e ferimentos) sob investigação. Além disso, a ONG contabilizou 28 alvos atingidos. Além de instalações militares, também foram atingidas duas áreas residenciais em Teerã, uma mesquita em Karaj, no norte, e um escritório do governo regional em Rey, na região metropolitana da capital.

Segundo o Hrana, as mortes são contabilizadas a partir de dados coletados por uma combinação de relatórios de campo, contatos locais, fontes médicas e de emergência e redes da sociedade civil. Também são utilizados materiais de código aberto, incluindo imagens, vídeos e declarações oficiais.

"Cada incidente relatado é registrado e avaliado por meio de um processo de revisão interna antes da publicação", diz o comunicado da ONG.

De acordo com a organização, foram confirmadas 11 mortes de militares nesta segunda. A organização tem publicado boletins diários de atualização das vítimas no conflito.