SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Exército de Israel anunciou na noite desta segunda-feira (2) o início de uma nova onda de ataques contra Teerã, e contra alvos do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano. O Irã, por sua vez, segue lançando mísseis contra países vizinhos, aliados dos Estados Unidos.
Os ataques israelenses à capital iraniana ocorreram após a emissão de um alerta de retirada para moradores da cidade, especialmente aqueles que residem perto da sede da emissora estatal de notícias. Israel anunciou que suas forças "atacaram e desmantelaram o centro de comunicações do regime terrorista iraniano".
"O centro também foi usado recentemente pelas forças do regime iraniano para promover atos militares sob o pretexto civil", afirmaram os israelenses. Segundo o Exército, as atividades no local "eram realizadas e dirigidas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã", que, ao longo dos anos, "defendeu a destruição do Estado de Israel e o uso de armas nucleares".
Já no Líbano, as foças israelenses já haviam afirmado que prosseguiriam com sua campanha contra o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. "As Forças de Defesa de Israel estão atualmente atacando centros de comando e depósitos de armas", declararam em comunicado. O Exército também atacou subúrbios do sul de Beirute, para onde emitiu alertas de retirada momentos antes.
O grupo islâmico libanês Hezbollah afirmou que seu ataque com foguetes e drones contra Israel foi um "ato defensivo", após mais de um ano de ataques israelenses contra suas instalações, apesar do cessar-fogo entre Beirute e Tel Aviv.
"Durante quinze meses, a agressão israelense contra o Líbano continuou por meio de assassinatos, destruição, devastação e todo tipo de atos criminosos", declarou um comunicado do grupo. No pronunciamento anterior, a facção ainda mencionou a vingança pela morte do aiatolá Ali Khamenei.
Enquanto isso, forças do Irã continuam atacando países aliados dos EUA. Em Riad, capital da Arábia Saudita, testemunhas disseram à agência de notícias AFP terem ouvido duas fortes explosões na zona diplomática da cidade.
Segundo a agência Reuters, um incêndio atingiu o prédio da embaixada dos EUA no local. Ainda não há detalhes sobre o que aconteceu nem o que causou as explosões. A embaixada americana publicou um alerta em que recomenda que os cidadãos americanos na Arábia Saudita se abriguem em suas casas.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou estar "lidando com uma salva de mísseis balísticos vindos do Irã". O órgão afirmou que o país está pronto para enfrentar todas as ameaças e proteger seu território. Horas antes, também havia informado que detectou ou interceptou mais de 180 mísseis balísticos e de cruzeiro provenientes de forças iranianas.
No Qatar, o Exército afirmou ter interceptado mísseis nesta noite, madrugada de terça (2) no horário local. Repórteres da AFP relataram fortes explosões na capital Doha. Segundo o comunicado do Ministério da Defesa do país, as forças conseguiram "interceptar e neutralizar dois mísseis balísticos que tinham como alvo diversas áreas do país", acrescentando que "a ameaça foi neutralizada imediatamente após a detecção".
Mais cedo, em carta enviada secretário-geral da ONU e ao presidente do Conselho de Segurança, o país condenou os ataques iranianos em seu território e afirmou que se reserva o direito de responder.
No Kuwait, as Forças Armadas do país informaram que um soldado da Marinha foi morto nesta segunda durante uma operação militar, mas não forneceu detalhes sobre as circunstâncias sobre o incidente.