SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Irã afirma ter destruído um radar estratégico dos Estados Unidos no Qatar, capaz de rastrear mísseis a 5.000 quilômetros de distância. O governo local confirma que o equipamento, avaliado em mais de US$ 1 bilhão, foi atingido.
A Guarda Revolucionária do Irã afirma que o sistema foi eliminado. A alegação foi divulgada pelo jornal Tehran Times no dia 28 de fevereiro, citando um ataque de precisão com mísseis contra a instalação militar.
O governo do Qatar confirmou que o radar foi atingido. Em comunicado oficial, o país informou que o equipamento foi alvo durante a ofensiva iraniana, na qual 65 mísseis e 12 drones foram interceptados, mas não detalhou a gravidade dos danos.
Os Estados Unidos mantêm silêncio sobre o prejuízo. O Departamento de Defesa ainda não divulgou uma avaliação técnica pública para confirmar se o radar foi destruído ou se continua operando parcialmente.
POR QUE O RADAR É ESTRATÉGICO
O AN/FPS-132 funciona como os "olhos" de longo alcance na região. O sistema foi projetado para detectar mísseis balísticos a até 5.000 quilômetros, permitindo que os EUA e aliados vejam ameaças muito antes de elas chegarem ao alvo.
A tecnologia prevê onde o míssil vai cair. Além de rastrear o lançamento, o radar calcula a trajetória e o ponto de impacto, fornecendo dados vitais para que baterias antiaéreas, como o Patriot e o THAAD, façam a interceptação.
O custo do equipamento supera R$ 5 bilhões. A venda ao Qatar foi notificada ao Congresso americano em 2013 por cerca de US$ 1,1 bilhão, valor que hoje equivale a aproximadamente R$ 5,8 bilhões, refletindo a complexidade da tecnologia.
Ele é peça-chave na defesa em camadas. O radar de varredura eletrônica (phased array) integra a arquitetura de defesa regional, sendo essencial para proteger bases americanas e cidades aliadas contra ataques aéreos massivos.