WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos anunciaram uma parceria com Equador para combater organizações terroristas. De acordo com o governo americano, as operações entre os dois países é um exemplo "contudente do compromisso dos parceiros na América Latina e no Caribe no combate ao flagelo do narcoterrorismo."
"Juntos, estamos tomando medidas decisivas para enfrentar os narcoterroristas que há muito tempo infligem terror, violência e corrupção aos cidadãos em todo o hemisfério", completa a nota da gestão Donald Trump nas redes sociais.
Além da postagem, detalhes sobre as operações não foram divulgados e nem foi descrito onde exatamente estão acontecendo as ações. Pelas redes, o presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que está iniciando uma nova fase no combate ao tráfico de drogas e à mineração ilegal, mas também não detalhou a parceria.
"Em março, realizaremos operações conjuntas com nossos aliados na região, incluindo os Estados Unidos. A segurança dos equatorianos é nossa prioridade e lutaremos para alcançar a paz em todos os cantos do país", disse ele. "Para alcançar essa paz, devemos agir com firmeza contra os criminosos, onde quer que estejam. A busca por justiça e dignidade nacional jamais será perseguição, mas sim uma promessa que cumpriremos com o povo equatoriano."
A operação acontece em um momento em que Trump tem intensificado operações militares contra o narcotráfico na América Latina, com ataques em alto mar a embarcações suspeitas e a cooperação com países vizinhos.
O anúncio acontece poucos dias antes do evento em Doral, no estado da Flórida, em que Trump vai reunir presidentes de 12 países da América Latina para discutir assuntos como segurança, combate ao crime organizado, terrorismo e imigração ilegal.
Nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, entre os convidados, estão presidentes de países como Argentina, Equador, Bolívia, Chile, Costa Rica, El Salvador, Paraguai e Trinidad e Tobago. Para o evento intitulado "Escudo das Américas", a maioria dos presidentes que confirmaram presença tem pautas alinhadas com as de Trump.
Como a Folha mostrou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi convidado para participar do evento, assim como outros presidentes de esquerda na região. A reportagem questionou a Casa Branca por que o presidente brasileiro não foi convidado, mas não obteve retorno.
O evento vai acontecer no Trump National Doral, resort do presidente localizado próximo ao aeroporto de Miami.
Ainda é esperada um encontro entre Lula e Trump em março, em uma data que ainda deve ser definida. O petista, em declarações recentes, tem afirmado que pretende priorizar a pauta de combate ao crime organizado.