SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do Sri Lanka afirmou nesta quinta-feira (5) que a nação insular está tentando "salvar vidas" em outro navio de guerra iraniano ao largo de sua costa. "Estamos fazendo o possível", disse o porta-voz Nalinda Jayatissa.

Um dia antes, na quarta-feira (4), os Estados Unidos atacaram e afundaram um navio de guerra do Irã na mesma região, deixando 87 mortos.

O Sri Lanka afirmou que recuperou os corpos de 84 marinheiros do navio. Quase 30 tripulantes foram resgatados com ferimentos graves e dezenas continuam desaparecidos.

O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, acusou o governo dos Estados Unidos de cometer uma "atrocidade" e advertiu que o país "lamentará amargamente" o precedente criado.

O navio de guerra iraniano torpedeado corre o risco de arrastar o país do sul da Ásia ?que tem cerca de 22 milhões de habitantes? para o conflito entre Washington e Teerã.

A fragata iraniana "pensou que estava segura em águas internacionais", mas "em vez disso, foi afundada por um torpedo", disse o secretário de Defesa do governo de Donald Trump, Pete Hegseth, em uma entrevista coletiva no Pentágono.

"A América está vencendo, de forma decisiva, devastadora e sem piedade", disse Hegseth, acrescentando que "mais ondas" de ataques estão por vir. Ele disse que foi a primeira vez que um submarino dos EUA foi usado para disparar um torpedo contra um navio inimigo em combate desde a Segunda Guerra Mundial.

O ataque, a mais de 3.200 quilômetros do Irã, estendeu o campo de batalha ao seu ponto mais distante desde o início da guerra. Após o ataque inicial de EUA e Israel, Teerã tem retaliado com mísseis outros países do Oriente Médio e da região, incluindo alvos mais distantes, como Chipre e Turquia.

O governo do Sri Lanka não assumiu uma posição pública sobre o conflito, mas há muito tempo mantém relações amigáveis com o Irã, dizem analistas.