SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O filho do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, foi ferido durante uma ação militar na fronteira com o Líbano nesta sexta-feira (6).
Estado de saúde do soldado, que não teve o nome divulgado, é estável e ferimentos não foram graves, segundo informações preliminares. Além dele, outros colegas militares foram feridos durante o exercício militar. As atividades não foram detalhadas pela rádio do Exército de Israel, que informou o incidente.
"Todo o povo de Israel está ao seu lado e se orgulha de vocês", afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz, ao desejar melhoras ao militar. Em publicação nas redes sociais, Katz afirmou que o soldado se machucou "enquanto cumpria seu dever contra a organização terrorista Hezbollah".
Bezalel Smotrich é um político e advogado da extrema-direita. Ele virou ministro em 2022, quando passou a assumir a supervisão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Ontem, o ministro publicou um vídeo nas redes sociais alertando que o subúrbio de Beirute sofrerá "a mesma destruição de Gaza'. "Muito em breve, Dahiyeh estará parecida com Khan Yunis", disse.
O serviço militar no país é obrigatório para quase todos os cidadãos israelenses acima dos 18 anos. Mulheres devem servir por ao menos 24 meses ao Exército, enquanto homens precisam passar ao menos 30 meses alistados.
A exceção do serviço militar obrigatório valia apenas para judeus ultraortodoxos e minorias árabes. Em 2024, porém, a Suprema Corte de Israel decidiu que a população ultraortodoxa poderia ser recrutada para o serviço militar obrigatório.
GUERRA NO IRÃ
Israel iniciou ataques aéreos contra o Líbano na segunda-feira, dois dias após atacar o Irã em conjunto com os Estados Unidos. Os ataques do país de Netanyahu começaram após o Hezbollah clamar a autoria de um bombardeio que deixou mortos em Israel no domingo.
Sétimo dia de ataques contra o Irã começou hoje, com escalada de tensão em países vizinhos. Em retaliação às investidas dos EUA, o Irã tem mirado em países com bases militares americanas, como Qatar e Kuwait.
No Kuwait, uma menina de 11 anos morreu atingida por destroços de um projétil. Em Doha, moradores receberam mensagens de SMS alertando para permanecerem em casa, de portas e janelas fechadas, por riscos de segurança.
Bombardeios têm se concentrado na capital Teerã e o número de mortos no país cresceu. Em menos de uma semana de guerra, os ataques de Israel e EUA já mataram 1.230 iranianos, segundo reportou a Irna, agência oficial de notícias do país, ontem.
O regime iraniano adiou o velório de seu líder supremo, Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia da guerra. O adiamento do cortejo fúnebre se deu por temores de um ataque à multidão, disse a Reuters. As cerimônias fúnebres de líderes políticos e religiosos xiitas, especialmente aqueles considerados mártires, são conhecidas por demonstrações públicas de paixão, ressaltou a agência.
EUA planejam provocar uma guerra civil no Irã como forma de derrubar a teocracia que governa o país. A ideia original era gerar revolta popular com a morte de Khamenei, o que não ocorreu. Para evitar um conflito interno, a República Islâmica atacou separatistas.