SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto nesta quinta-feira (26) em um ataque, afirmaram fontes do Exército de Israel a dois jornais locais.
Militar foi atingido em um bombardeio na cidade de Bandar Abbas, segundo Israel. As informações foram divulgadas pelo jornal Times of Israel e pelo canal Channel 12.
O chefe da Marinha local seria o responsável pelo fechamento do estreito de Hormuz. O bloqueio do canal causa instabilidade no preço do petróleo mundial e a liberação da área se tornou prioridade para o governo de Donald Trump, que, nas últimas semanas, tem mencionado negociações sobre o fim da guerra - negadas pelo Irã.
A Guarda Revolucionária do Irã não confirmou a morte de Tangsiri até o momento. Entre as baixas confirmadas pelo país desde o começo da guerra estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança do país, Ali Larijani.
EUA chegaram a pedir ajuda da Europa e da China para reabrir Hormuz. A China não respondeu ao pedido da Casa Branca. Os países europeus inicialmente se recusaram ajudar Washington, mas com a alta do preço do petróleo, as potências europeias passaram a sinalizar apoio ao governo americano.
IRÃ DIZ QUE ESTREITO ESTÁ ABERTO, MENOS PARA EUA E INIMIGOS
O Irã fechou o estreito depois que EUA e Israel iniciaram a guerra. A ação gerou temores de um novo choque nos preços do petróleo para a economia global. Os preços subiram novamente ontem, após encerrar a semana passada acima de US$ 100 o barril.
O Irã enfatizou que a restrição é apenas para os EUA, Israel e outros possíveis países envolvidos em ataques contra o país. "Os demais têm liberdade para passar. Claro que muitos preferem não fazê-lo por questões de segurança. Isso não tem nada a ver conosco", disse Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, em entrevista ao canal norte-americano MS NOW.
O QUE É ESTREITO DE HORMUZ
Canal marítimo entre Irã e Omã conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia e ao oceano aberto. No ponto mais estreito, tem cerca de 33 quilômetros de largura e é considerado um dos corredores energéticos mais importantes do planeta.
Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente passa diariamente pela rota. A maior parte desse volume segue para China, Japão, Coreia do Sul e países da Europa, economias altamente dependentes de energia importada.
Aumento das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, tornou navegação extremamente arriscada. Em determinados momentos, a passagem ficou praticamente paralisada para navios comerciais devido ao risco de ataques.
Tags:
Jornal