SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Exército de Israel voltou a atacar o Irã nesta sexta-feira (27), em meio às negociações mantidas entre Teerã e os EUA para uma resolução sobre a guerra, que já deixou mais de 1.900 mortos apenas na República Islâmica.

Israel realizou ataques direcionados à Teerã. O país de Benjamin Netanyahu afirmou que os bombardeios atingiram locais "usados pelo Irã para produzir armas, principalmente mísseis balísticos".

As Forças israelenses também anunciaram ter "atingido vários alvos ligados aos dispositivos de poder de fogo do regime" no oeste do país. Conforme o comunicado, os pontos bombardeados incluem "lançadores de mísseis e locais de armazenamento" das Forças da República Islâmica.

Em menos de um mês, a guerra já deixou pelo menos 1.900 pessoas mortas no Irã. Outras 20 mil ficaram feridas desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, informou Maria Martinez, da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Paralelamente aos ataques no Irã, o Exército israelense mantém os bombardeios no Líbano. Hoje, a capital libanesa foi alvo de ofensivas e explosões foram ouvidas no sul de Beirute, área considerada por Israel um reduto do grupo extremista Hezbollah, que saiu em defesa de Teerã no atual conflito.

Os efeitos da guerra têm sido catastróficos para o Líbano. Mais de 370 mil crianças foram forçadas a deixar suas casas, pelo menos 121 morreram e outras 399 ficaram feridas pelos ataques israelenses, segundo o Unicef.

A tática do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de promover ataques simultâneos tem gerado críticas internas. O chefe da oposição israelense, Yair Lapid, afirmou que os combates no Irã e no Líbano ocorrem "sem estratégia, sem os meios necessários e com soldados em número insuficiente".

O porta-voz do Exército israelense, Effie Defrin, reconheceu que precisa de reforços para os combates. O país passou a atacar o Líbano sob o pretexto de destruir o Hezbollah.

IRÃ REVIDA ATAQUES

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atingido hoje, com mísseis e drones, alvos militares e energéticos em Israel. Também foram alvos países do Golfo que abrigam bases norte-americanas.

O principal porto do Kuwait foi alvo de um ataque de drones que provocou danos materiais. A ofensiva ao porto de Shuwaikh, porém, não deixou vítimas, informaram as autoridades. Ainda, o porto de Mubarak al-Kabeer, no norte do país, foi atingido por drones e mísseis que também provocaram danos materiais.

Os países do Golfo Pérsico vêm sendo alvo de uma campanha de represálias iranianas desde o início da guerra. Os disparos, em sua maioria interceptados, são quase diários e os danos são principalmente financeiros aos países.