SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Infraestrutura de energia da Rússia volta a ser alvo de drones ucranianos, com danos relatados em um porto no Mar Báltico e em uma grande refinaria.
Porto de Primorsk, no Mar Báltico, teve um reservatório de combustível atingido por estilhaços após ataques de drones, com registro de vazamento. O governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, disse inicialmente que um oleoduto havia sido danificado, mas depois corrigiu a informação.
Primorsk é um dos principais canais de exportação de petróleo da Rússia e pode movimentar cerca de 1 milhão de barris por dia. As informações foram publicadas pela agência Reuters.
Refinaria NORSI, na região de Nizhny Novgorod, pegou fogo após também ser atacada por drones, segundo autoridades locais. O ataque teria atingido duas instalações da planta, descrita como a quarta maior refinaria do país e a segunda maior produtora de gasolina.
Autoridades afirmaram que houve danos a uma estação de energia e a casas próximas, sem registro de feridos. O episódio ocorreu na madrugada deste domingo (5).
POR QUE O SETOR DE ENERGIA VIROU ALVO
Ucrânia intensificou no último mês os ataques contra a infraestrutura energética russa, em uma tentativa de reduzir receitas e afetar a capacidade militar de Moscou. A estratégia mira uma das principais fontes de recursos do governo russo para sustentar a guerra.
Imagens de satélite indicam que Primorsk já havia perdido ao menos 40% da capacidade de armazenamento em ataques anteriores, em março. No último mês, ataques de drones e o fechamento de oleodutos chegaram a paralisar cerca de um quinto da capacidade total de exportação russa, ainda segundo a Reuters.
Porto de Novorossiysk, maior cidade portuária da Rússia, emitiu alertas de ataque aéreo neste domingo. Em situações assim, as operações de carregamento de petróleo costumam ser suspensas, o que interrompe o fluxo de exportações.
