SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos informaram hoje que hackers ligados ao regime do Irã iniciaram uma série de ataques contra sistemas de água e energia americanos.
Aviso foi emitido pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa, em inglês). O alerta, no entanto, não especifica quais instalações foram atingidas nem informou se houve danos, segundo publicou o jornal The New York Times.
Relatório diz que grupo visava equipamentos industriais de empresa americana. Os ataques, segundo a publicação, tinham como objetivo atingir "controladores lógicos programáveis" da Rockwell Automation, empresa que ajuda indústrias a automatizar e modernizar seus processos usando tecnologia.
Autoridades recomendaram desconectar sistemas da internet. A ação seria tomada como medida de prevenção a ataques de grupos hackers supostamente ligados ao Irã. Americanos e israelenses iniciaram o conflito militar contra iranianos no dia 28 de fevereiro.
Grupo de hackers pró-Irã reivindicou autoria de ataque no mês passado. O ataque em larga escala ocorreu contra a empresa de tecnologia médica Stryker. Segundo a reportagem da rede de TV NBC News, hackers invadiram o sistema e provocaram interrupções na rede global da companhia, afetando sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.
Motivo da ofensiva foi em retaliação a ataque a escola que deixou mais de 150 estudantes mortos em Minab. Os norte-americanos foram apontados como responsáveis por um ataque com mísseis Tomahawk contra uma escola de ensino fundamental iraniana devido a um erro de escolha de alvos, reportou o jornal The New York Times nesta quarta-feira (11).
Os criminosos disseram ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa no ataque, além de ter atingido escritórios da Stryker em 79 países. Na ocasião, funcionários não identificados relataram problemas. Eles disseram que computadores e celulares corporativos pararam de funcionar, parte dos sistemas e dados foi apagada e a operação da empresa ficou comprometida temporariamente.
"Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente esteja contido. Nossas equipes estão trabalhando rapidamente para entender o impacto do ataque em nossos sistemas", disse a Stryker, em comunicado enviado à imprensa.
Grupo chamado Handala assumiu a autoria do ataque. Eles estão associados a interesses iranianos e começaram o grupo em 2022. "Todos os dados estão nas mãos do povo livre", informou nas redes.
Ataque cibernético foi o primeiro do tipo desde o início da guerra entre EUA e Irã. Segundo o jornal Wall Street Journal, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de empresas durante a invasão.
