WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - As tensões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o papa Leão 14, cresceram após o americano criticar o pontifice e chamá-lo de "terrível" e "fraco" pelas redes sociais. Além das ofensas, Trump postou uma imagem produzida por inteligência artificial em que aparece vestido como se fosse Jesus com a mão apoiada sobre a testa de um homem aparentemente doente.

Trump afirmou nesta segunda-feira (13) que não vai pedir desculpas. "O papa disse coisas que estão erradas e ele é contra o que estou fazendo no Irã, e não podemos ter um Irã nuclear", afirmou o presidente em entrevista a jornalistas na Casa Branca.

Nas últimas semanas, o papa se colocou contra a guerra, disse que "Deus não abençoa nenhum conflito" e que quem segue Cristo não apoia o lançamento de bombas. Após a reação negativa de Trump, o pontifice disse não temer o governo do republicano e prometeu continuar falando sobre a guerra.

Horas depois, a imagem de Trump semelhante a Jesus foi tirada do ar. Em entrevista a jornalistas, o presidente disse que ele mesmo publicou a imagem. "Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha lá, que nós apoiamos", disse, atribuindo à imprensa a comparação com Jesus.

"Só a imprensa falsa poderia inventar essa. Acabei de ouvir sobre isso e disse: como eles chegaram a essa conclusão? A ideia é que eu fosse um médico, fazendo as pessoas se sentirem melhor ?e eu faço as pessoas se sentirem melhores."

A publicação da imagem foi criticada por conservadores nos EUA, que pediram que o presidente tirasse a montagem do ar e o acusaram de blasfêmia. Megan Basham, escritora e comentarista cristã protestante conservadora, classificou a postagem de "blasfêmia revoltante" e exigiu que o presidente pedisse perdão a Deus e ao povo americano.

Já Isabel Brown, influenciadora conservadora e podcaster do Daily Wire, descreveu o post como "nojento e inaceitável", afirmando que era uma leitura errada do sentimento religioso atual do país. Michael Knowles, podcaster católico conservador, que também trabalha no Daily Wire, sugeriu que, independentemente da intenção, seria melhor para o presidente deletar a imagem tanto por razões espirituais quanto políticas.

Já Riley Gaines, ativista conservadora e ex-nadadora, que costuma participar de comícios de Trump criticou a falta de humildade na postagem e disse: "De Deus não se zomba".