SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou na manhã de hoje que, se o Irã rejeitar uma proposta dos Estados Unidos para o fim da guerra, haverá ataques "ainda mais dolorosos" contra Teerã e seus aliados.
Katz advertiu a República Islâmica para que aceite os termos propostos pelos EUA. Entre outros, o acordo, se assinado, prevê que o Irã abra mão de seu armamento nuclear.
Ministro afirmou que "o Irã está em uma encruzilhada histórica" e deverá se decidir. "Um caminho consiste em renunciar ao terrorismo e ao armamento nuclear, em conformidade com a proposta americana; o outro conduz a um abismo", completou.
O Irã resiste e afirma ter o direito de enriquecer urânio, material essencial para a produção de armas nucleares. Nesta quarta-feira (15), o porta-voz Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, ponderou que o direito de Teerã de enriquecer urânio é "indiscutível", mas que o nível deste enriquecimento é "negociável".
Fim das atividades nucleares do Irã é uma das exigências feita pelos EUA e por Israel para encerrar a guerra contra Teerã. Ambos os países afirmam que a República Islâmica não pode produzir arma nuclear por representar um perigo aos seus territórios.
Em junho do ano passado, EUA e Israel já tinham realizado ataques contra instalações nucleares iranianas. Em fevereiro deste ano, os ânimos se acirraram e ambos os países deram início a atual guerra no Oriente Médio, com a justificativa de impedir Teerã de desenvolver arma nuclear.
Guerra se estendeu para o Líbano, atingiu países do Golfo Pérsico e afetou a economia global. Em meio às incertezas, o Paquistão tenta mediar um acordo definitivo de cessar-fogo que beneficie ambos os lados da guerra. Até o momento, porém, as negociações não surtiram o efeito esperado.
Trump anunciou na terça passada um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social. O acordo é frágil e os EUA não devem prorrogar.
A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paquistão, que intermediava as conversas. Ele solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.
O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com dez pontos do país persa "enfatiza questões fundamentais", como a "passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã".
No dia seguinte ao anúncio, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo por seguir bombardeando o Líbano. Tanto Benjamin Netanyahu quanto Donald Trump informaram que o país não estava incluso na trégua por causa do Hezbollah. O Líbano é alvo de ataques desde 2 de março.
No meio da semana, porém, Israel sinalizou que negociaria separadamente a paz com o Líbano. Em comunicado, o gabinete de Benjamin Netanyahu informou que as negociações diretas devem acontecer "o mais rápido possível".
Primeiro-ministro de Israel e presidente do Líbano devem conversar hoje por telefone. Um encontro entre as duas lideranças é articulado e deve acontecer em Washington D.C.
