SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os governos da Rússia e do Azerbaijão anunciaram nesta quarta-feira (15) um acordo de compensação pela queda de uma aeronave Embraer E190-E1 da Azerbaijan Airlines em 2024, informou o site Aeroin. O avião foi abatido pelos russos em 25 de dezembro de 2024 e gerou uma crise diplomática entre os dois países.
A aeronave carregando 67 passageiros, fabricada pela brasileira Embraer, caiu perto da cidade de Aktau, no Cazaquistão. Segundo as autoridades, 38 pessoas morreram, incluindo pilotos, e várias outras foram hospitalizadas em estado grave.
Segundo o comunicado conjunto divulgado nesta quarta, o acidente foi causado por um impacto não intencional de um sistema de defesa aérea no espaço aéreo russo. O valor do pagamento previsto não foi informado. O acordo foi firmado depois de uma reunião entre os presidentes dos dois países.
O russo Vladimir Putin demorou quase um ano para admitir pela primeira vez que o avião foi danificado pela Rússia, levando à queda.Em encontro com o homólogo azeri Ilham Aliyev em outubro de 2025, Putin havia negado, porém, que a aeronave tenha sido atingida por munição russa ao se aproximar do pouso em Grozni, na Tchetchênia, vindo de Baku.
De acordo com o presidente russo, dois mísseis interceptaram drones ucranianos que atacavam a área, cujos destroços acabaram por danificar o E-190. A investigação, segundo ele, concluiu que "três desses drones cruzaram a fronteira russa no dia da tragédia" e, a partir do sistema de defesa de seu país, "os mísseis que foram disparados não atingiram o avião diretamente", mas atacaram os equipamentos da Ucrânia "a poucos metros de distância, a cerca de 10 metros" da aeronave.
Antes, o presidente russo havia feito um pedido de desculpas pelo que chamou de "trágico incidente", sem detalhar o que tinha acontecido. Putin também afirmou agora que o avião avariado foi orientado a pousar no vizinho Daguestão, mas preferiu cruzar o mar Cáspio e tentar aterrissar no Cazaquistão, onde acabou caindo --29 pessoas sobreviveram.
