SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um dos principais líderes do narcotráfico da Guatemala foi preso em San Diego, na Califórnia, após anos de investigação e recompensa de até US$ 10 milhões oferecida pelos Estados Unidos.
Eugenio Darío Molina-López foi preso em San Diego. Conhecido como "Don Dario", ele é apontado pelos EUA como chefe da organização criminosa Los Huistas; a prisão foi anunciada hoje pelo Departamento de Justiça.
Ele era procurado com recompensa de até US$ 10 milhões (cerca de R$ 49 milhões). O valor havia sido oferecido pelo Departamento de Estado por informações que levassem à prisão ou condenação do guatemalteco.
Molina-López responde por acusações ligadas ao tráfico internacional de cocaína. A denúncia inclui conspiração para distribuir cocaína destinada aos EUA e transporte da droga em uma embarcação.
Molina-López se declarou inocente. A audiência de instrução e julgamento foi marcada para 11 de maio, às 9h, em sessão que será comandada pela juíza federal Dana M. Sabraw.
Grupo atua em rota do narcotráfico para os EUA. Segundo autoridades, a organização abastece cartéis mexicanos como Sinaloa e Jalisco Nova Geração.
Molina-López era investigado pelos EUA há anos. A acusação foi apresentada em 2019, em San Diego, como parte de uma apuração contra traficantes de alto escalão.
O guatemalteco também foi sancionado pelo Tesouro dos EUA. Em 2022, ele e a organização Los Huistas foram incluídos em medidas contra entidades ligadas ao tráfico internacional de drogas.
Ele usava diferentes apelidos. Além de "Don Dario", autoridades americanas também o identificam como "Molis", "Sombrero" e "Botas".
Autoridades destacaram impacto da prisão. "Os líderes dos cartéis não escrevem o final de suas histórias", disse o procurador federal Adam Gordon em um comunicado oficial.
Operação foi atribuída à cooperação internacional. "Esta operação demonstra a eficácia da Força-Tarefa de Segurança Interna e de nossas parcerias com agências nos Estados Unidos e na Guatemala", afirmou em comunicado Kevin Murphy, da HSI (Homeland Security Investigations), divisão de investigações de segurança interna dos EUA.
Tesouro vê ameaça à estabilidade regional. "Grupos criminosos como a organização criminosa Los Huistas contribuem para a instabilidade na Guatemala e na região", disse Brian E. Nelson, subsecretário do Tesouro dos EUA.
Grupo atua também na produção de drogas. Investigações apontam que a organização cultiva papoula para heroína e fabrica metanfetamina na Guatemala.
Substâncias elevam risco de overdose. Segundo o Tesouro, drogas distribuídas por redes como a Los Huistas podem ser misturadas ao fentanil, opioide associado a mortes nos EUA.
