BRASÍLIA, DF O governo Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (27) que mãe e filha brasileiras foram mortas por ataques de Israel no Líbano ocorridos neste domingo (26), em meio ao cessar-fogo entre os dois países. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou condolências à família e condenou o ataque.
"Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL)", diz em nota o Itamaraty.
No papel, Líbano e Israel estão sob um cessar-fogo que, no entanto, nunca de fato silenciou os combates ativos desde que o Hezbollah atacou o Estado judeu em apoio ao Irã, por sua vez alvo de ofensiva de Washington e Tel Aviv.
Líbano e Israel estão em contato direto e sob negociações mediadas pelos EUA que, na última quinta-feira (23), viu a trégua ser estendida por mais três semanas, segundo anunciou o presidente americano, Donald Trump.
Nem antes disso, nem depois, os combates foram de fato encerrados, embora tenham sido reduzidos em intensidade. Nas primeiras levas de ataque, Israel bombardeou fortemente áreas em todo o Líbano, com foco no vale do Beqaa, a leste, em Beirute, principalmente seus subúrbios ao sul, e em toda a área ao sul do rio Litani, onde o Hezbollah atua com mais força.
No sul do país, além de ataques, as forças de Israel também ocupam uma faixa de 5 a 10 km de profundidade por toda a fronteira entre os países.
"Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah", segue a nota.
"Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses", continua.
O ministério pede ainda o cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2006 que encerrou a então guerra entre Israel e Hezbollah.
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