SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Ucrânia divulgou imagens que mostram um ataque com drones a um centro de mísseis russo na Crimeia, península anexada por Moscou em 2014.
Vídeo foi publicado pelo Comando de Operações Especiais das Forças Armadas da Ucrânia na terça-feira (28). As imagens mostram drones sobrevoando uma área apontada pelos ucranianos como um ponto de armazenamento de armamentos russos na Crimeia.
Militares ucranianos afirmam que o alvo era um depósito de sistemas de mísseis Iskander. "Na noite de 28 de abril, drones das unidades de ataque médio do CSO atingiram o local de armazenamento dos complexos de mísseis operacionais-táticos de Iskander", informou o governo de Zelensky.
O equipamento escondido estava localizado no território da antiga base de mísseis perto da vila de Ovra Zky, 40 quilômetros a leste da ocupada Simferopol. A partir desta base os foguetes poderiam chegar à linha de frente ou nas cidades mais afastadas da Ucrânia em minutos.
Seguidores do Movimento de Resistência gravaram repetidamente os lançamentos de mísseis inimigos a partir deste local. "As Forças de Operações Especiais da Ucrânia continuam com ações para a demolição estratégica do inimigo para liderar uma guerra contra a Ucrânia", disse o Comando de Operações Especiais das Forças Armadas da Ucrânia, em comunicado nas redes sociais.
Simferopol fica na península da Crimeia, região que Kiev considera ocupada. O local tem peso simbólico no conflito e aparece com frequência nas disputas políticas e militares entre os dois países.
Crimeia pertencia à Ucrânia até 2014, quando a Rússia anexou a península sob comando de Vladimir Putin. A incorporação ocorreu após um referendo que não foi reconhecido por Kiev nem por parte da comunidade internacional.
Anexação abriu uma rodada de sanções contra Moscou, que se ampliou após a ofensiva russa iniciada em fevereiro de 2022. A guerra entre os países já dura pouco mais de quatro anos, com disputas territoriais no centro das negociações.
Rússia controla áreas da Ucrânia e rejeita um acordo que não inclua expansão de fronteiras. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sua vez, não aceita ceder os territórios ocupados e leva o tema da Crimeia para as conversas como exemplo do que chama de ambição expansionista de Moscou.
