SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Os EUA vão colocar a foto e a assinatura de Donald Trump em uma edição limitada de passaportes para marcar os 250 anos da Declaração de Independência.

Departamento de Estado confirmou que o documento especial deve começar a circular em breve. A medida foi anunciada ontem e está ligada às comemorações do aniversário de 250 anos, celebrado em julho.

Porta-voz do órgão disse que a tiragem será restrita. "Enquanto os Estados Unidos celebram seus 250 anos em julho, o Departamento de Estado se prepara para emitir uma quantidade limitada de passaportes americanos especialmente concebidos para comemorar esta ocasião histórica", afirmou Tommy Pigott.

Imagem divulgada em reportagem da Fox News mostra Trump sobreposto ao texto da Declaração de Independência. A ilustração também traz a assinatura do presidente abaixo do retrato, segundo a publicação compartilhada por um porta-voz do Departamento de Estado.

Reportagem diz que a emissão ocorreria apenas em Washington e terminaria quando os exemplares acabassem. O Departamento de Estado não detalhou quantos passaportes serão produzidos nem quais critérios serão usados para a distribuição.

Passaportes dos EUA hoje exibem cenas e símbolos da história do país, sem retratos de líderes em exercício. O documento atual traz imagens como o primeiro pouso na Lua e monumentos como a Estátua da Liberdade.

Especialistas apontam que há poucos precedentes modernos de chefes de governo em passaportes, sobretudo em democracias. Em geral, países optam por paisagens, figuras históricas ou elementos da natureza para compor o design.

Desde que voltou ao cargo em 2025, prédios do governo em Washington passaram a exibir banners e cartazes com a imagem do presidente. O texto também cita que Trump emprestou seu nome ao Kennedy Center e ao extinto Instituto da Paz dos Estados Unidos.

No mês passado, o Departamento do Tesouro afirmou que a assinatura de Trump começaria a aparecer em cédulas de dólar. A iniciativa foi descrita como incomum por não haver precedentes recentes desse tipo nos EUA.

Fora do governo, uma exposição em um shopping de Bangkok exibiu uma réplica do Monte Rushmore com rostos de líderes atuais. Em nota, o centro comercial afirmou que a instalação "não foi criado para transmitir nenhuma mensagem específica, mas para convidar à conversa".