SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que são necessárias apenas duas semanas de ataques para destruir os alvos restantes do Irã.

Trump disse que os Estados Unidos já destruíram 70% dos alvos iranianos. Segundo o republicano, a derrota total seria possível no prazo de duas semanas. "Ainda temos alguns alvos restantes que desejamos atingir. Nós ainda podemos atacar cada um deles, em uma missão final", disse em entrevista ao canal da jornalista Sharyl Attkisson.

Ele avaliou que o Irã já está derrotado mesmo antes do fim definitivo da guerra. A avaliação considera que o revés é constatado pela perda do potencial bélico do país. "Eles já estão militarmente derrotados. Não têm mais Exército, não têm Aeronáutica, não têm armas antiaéreas e nem radares. Eles sequer têm líderes", disse Trump.

"Do ponto de vista militar, se sairmos hoje do conflito, eles levarão mais de 20 anos para se recuperar", afirmou.

O republicano reafirmou não ser possível permitir que o Irã tenha armas nucleares. Trump ressaltou que não é sensato permitir o enriquecimento de urânio em Teerã e acusou Barack Obama, ex-presidente dos EUA, de ter aberto uma brecha para permitir o armamento nuclear do país. "Foi por isso que eu acabei com o maldito acordo de poder de Obama com o Irã. [...] Se o acordo não tivesse terminado, eles teriam usado isso agora, da mesma forma que fazem contra Israel e países do Oriente Médio."

NEGOCIAÇÕES

O presidente dos EUA culpou o Irã por retrocesso de acordo pelo fim do conflito. Após longos impasses sobre os acordos de cessar-fogo definitivo pela conclusão da guerra no Oriente Médio, Trump atribui a manutenção da ofensiva à relutância do Irã para aceitar as propostas da Casa Branca. "Eles formalizam um acordo e depois o quebram. Trata-se de um grupo difícil", afirmou o republicano.

O Irã teria enviado sua resposta à mais recente proposta pelo encerramento da guerra. O posicionamento divulgado pela agência estatal iraniana IRNA defende o fim do conflito e a segurança do Golfo Pérsico e do Estreito de Hormuz. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, no entanto, afirmou que o país "não se curvará diante dos inimigos".

"Se houver menção a diálogo ou negociação, isso não significa rendição ou recuo. Pelo contrário, o objetivo é a realização dos direitos da nação iraniana e a defesa vigorosa dos interesses nacionais", declarou Masoud Pezeshkian, no X