SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O que você fazia aos nove anos de idade? Aiden Wilkins, um menino prodígio de Royersford, distrito da Pensilvânia, caminha a passos largos em busca de seu sonho e já cursa neurociência em uma faculdade dos Estados Unidos, dividindo a sala de aula com alunos bem mais velhos.
Aiden Wilkins é o aluno mais jovem a fazer uma aula na história do Ursinus College, na Filadélfia. O menino, que está no segundo ano do ensino médio, já decidiu o que quer ser quando crescer. "Ele planeja cursar medicina e, eventualmente, se tornar um neurocirurgião pediátrico", disse sua mãe, Veronica Wilkins, à emissora 6ABC, filiada da ABC na Filadélfia.
"A razão pela qual quero ser neurocirurgião pediátrico é porque gosto de ajudar crianças da minha idade. É triste ver crianças com neurodeficiências, então quero ajudá-las", disse Aiden Wilkins, em entrevista à emissora NBC Filadélfia.
Jornada acadêmica do menino prodígio começou quando ele tinha apenas dois anos e já conseguia ler as placas. "Simplesmente conseguia ler quando a maioria das crianças da minha idade, com uns dois anos, mal conseguia falar. Eu absorvi tudo muito rápido", disse à 6ABC.
Anos depois, a família de Aiden descobriu o que já esperava: ele era mesmo superdotado, indivíduos que apresentam potencial elevado ou desempenho superior ao da maioria das pessoas da mesma idade em uma ou mais áreas específicas. "Depois, alguns anos mais tarde, fiz um teste para superdotados e descobri que eu era", contou ele.
Apesar das conquistas acadêmicas, a mãe diz que Aiden ainda é uma criança bastante típica, que gosta de videogames e de jogar futebol. No entanto, criar uma criança superdotada, segundo ela, é uma experiência única.
"Não se ouve falar muito sobre crianças superdotadas. É uma pequena porcentagem, mas sou muito grata de fazer parte da jornada dele. Tudo gira em torno dele e da jornada dele, e eu só estou apoiando", disse Veronica Wilkins, à emissora 6ABC.
Sobre as aulas na faculdade, Wilkins diz que aproveita ao máximo a oportunidade de aprender sobre o cérebro. "Gosto de ter a chance de mergulhar mais fundo nos conceitos que eu já conhecia antes da aula. Todo conceito é fascinante e intrigante", disse à NBC10.
História de Aiden Wilkins ganhou os noticiários dos jornais dos Estados Unidos e também do mundo, e tem surpreendido o menino. "Nunca pensei que fosse chamar tanta atenção. Achei que talvez algumas pessoas fossem me notar, mas fiquei internacional", finalizou.
