SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Kouri Richins, condenada em março pelo assassinato do marido Eric Richins em Utah, nos Estados Unidos, ainda possui US$ 1,39 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões, na conversão atual) recebidos de apólices de seguro de vida após a morte dele. As informações estão em relatório da promotoria local divulgado pela revista People.
A promotoria pede ao tribunal que Kouri seja obrigada a devolver os valores às seguradoras. Eric Richins, empresário de Utah, morreu em 4 de março de 2022, aos 39 anos. A autópsia determinou que a causa foi overdose de fentanil - Kouri foi acusada de colocar a droga na bebida do marido.
Nos 14 meses entre a morte de Eric e a prisão de Kouri, em 8 de maio de 2023, ela recebeu US$ 1.017.018,49 da Auto Owners Insurance Company e US$ 352.562,61 da TruStage Insurance Company como beneficiária das apólices do marido, diz a promotoria.
"Kouri assassinou o marido na presença dos filhos pequenos, usando veneno, por dinheiro", escreveram os promotores no documento protocolado antes da audiência de sentença, que acontece hoje (13).
Durante o julgamento, promotores afirmaram que Kouri mentiu às seguradoras sobre as circunstâncias da overdose de fentanil e seu papel na morte do marido. O júri a condenou por duas acusações de fraude em seguros e uma de falsificação ? ela teria obtido apólices adicionais em nome de Eric usando assinatura falsificada.
Kouri também foi condenada por tentativa de assassinato. Promotores citaram uma tentativa anterior de matar o marido três semanas antes de sua morte, no Dia dos Namorados de 2022.
A promotoria argumenta que as ações de Kouri justificam prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. "Até hoje, a ré mantém apólices de seguro de vida sobre os filhos", escreveram. "A família Richins não estará segura se a ré for libertada."
Antes da prisão, Kouri publicou um livro infantil sobre lidar com a perda do pai, "Are You With Me?". Ela disse na época que o livro ajudaria seus três filhos a enfrentar o luto.
Os três meninos agora dizem estar "assustados" com a mãe e com medo de que ela os "machuque" se sair da prisão, segundo trechos de entrevistas com os garotos incluídos no memorando da promotoria.
Kouri continua afirmando inocência e está detida na cadeia do condado de Summit desde a prisão. Ela pode receber pena de 25 anos a prisão perpétua sem liberdade condicional.
