SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Parlamento de Nauru, na Oceania, aprovou a proposta para mudar oficialmente o nome do país. A medida foi apresentada pelo presidente David Adeang, e um referendo nacional será realizado para validar a decisão.

POR QUE NAURU QUER MUDAR DE NOME?

Segundo o comunicado oficial, Nauru deve mudar para Naoero. A proposta busca romper com o passado colonial e resgatar a identidade cultural original do país.

O presidente afirmou que o nome atual foi adotado mais por conveniência de estrangeiros do que por escolha da própria população. "Nauru surgiu porque Naoero não podia ser pronunciado corretamente por línguas estrangeiras, e a mudança não foi uma escolha nossa, mas sim por conveniência", destacou o governante.

A mudança representaria de forma mais fiel a herança, a língua e a identidade nacional do país. "Outras nações também mudaram os nomes de seus países para melhor refletir e honrar suas culturas e línguas, e para unir seus povos, como Eswatini, Turquia e, mais perto de nós, Chuuk."

Segundo a emissora neozelandesa RNZ, os 16 deputados do Parlamento votaram a favor da proposta em uma sessão realizada no dia 12 de maio. Se aprovada em referendo, ainda sem data marcada, a medida exigirá alterações na Constituição e terá impacto em documentos oficiais, registros internacionais e representações diplomáticas do país.

COMO É NAURU

Com apenas 21 km², Nauru é uma pequena ilha localizada no Oceano Pacífico central, na região da Micronésia, na Oceania. É o menor país insular do mundo e o terceiro menor do planeta, atrás apenas de Mônaco e do Vaticano.

O país tem cerca de 12 mil habitantes e não possui capital oficial. O distrito de Yaren concentra o governo e os principais serviços públicos.

A ilha foi colonizada pela Alemanha no fim do século XIX. Após a Primeira Guerra Mundial, passou a ser administrada por Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia antes de conquistar a independência, em 1968.

As potências coloniais exploraram intensamente as jazidas de fosfato da ilha, usadas na produção de fertilizantes. A atividade gerou um rápido crescimento econômico.

No entanto, décadas de mineração deixaram cerca de 80% do território degradado e praticamente inabitável. O país também tentou se transformar em paraíso fiscal nos anos 1990, mas o modelo perdeu força. Atualmente, acordos firmados com a Austrália estão entre as principais fontes de receita de Nauru.