SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou que o acesso à internet seja restabelecido no país após quase 90 dias de restrição.

Ordem foi emitida hoje e busca a volta da internet ao patamar anterior ao conflito. A agência estatal iraniana Fars News afirmou que o acesso voltará ao "status anterior" às restrições, mas ainda não há prazo para a normalização.

Restrição vigorava desde o fim de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. Desde então, apenas parte dos iranianos conseguiu acessar a rede por meio de VPNs caras e avançadas, enquanto a maioria ficou sem internet por 87 dias.

O bloqueio foi considerado o mais rígido no país até então. De acordo com o grupo de monitoramento NetBlocks, este seria o dia 89º dia sem internet no país.

Decisão foi tomada por um órgão ligado à vice-presidência e encaminhada ao presidente. "De acordo com o comunicado da base de informações do governo, essa sede (...) aprovou o retorno da internet internacional ao seu status anterior, e essa decisão será anunciada para implementação após a aprovação do presidente", informou a agência Fars News, em comunicado.

Bloqueio quase total foi determinado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. O órgão, responsável por assuntos de segurança, justificou as medidas como parte da estratégia de proteção durante o conflito.

O país persa já impôs o bloqueio da internet em outros períodos de crise. Proibições semelhantes aconteceram durante as manifestações do início deste ano, e a guerra de 12 dias contra Israel em junho de 2025.

Mesmo em períodos normais, o acesso à internet no Irã é restrito. O governo amplia o uso de uma intranet própria para serviços como o ensino online