SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) 0 A Ucrânia intensificou os ataques aéreos contra territórios controlados pela Rússia e atingiu alvos na Crimeia e em São Petersburgo. Foram registradas três mortes na Crimeia nesta quinta-feira (4), segundo autoridades russas.

Um bombardeio ucraniano contra a Crimeia matou três pessoas e feriu sete nesta quinta-feira (4). O chefe da península anexada por Moscou, Sergey Aksyonov, afirma que o ataque atingiu prédios não residenciais em Simferopol.

As defesas aéreas da Rússia interceptaram mais de 20 drones em Sebastopol. O governador local, Mikhail Razvozhayev, diz que os destroços danificaram prédios na cidade portuária, mas não deixaram vítimas.

A Ucrânia também atacou um terminal de petróleo e uma base militar em São Petersburgo. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classifica a ação como justa após mísseis russos matarem 23 pessoas em Kiev no dia anterior.

Zelensky afirma que as respostas militares colocam a Ucrânia em igualdade de condições. 'Eles devem saber que, se usarem drones e mísseis contra nós, faremos o mesmo', adverte o líder ucraniano.

Um ataque com drone contra um ônibus que viajava entre Moscou e Crimeia deixou sete mortos. Autoridades russas também relatam a morte de um operário na região de Briansk e de outro civil em Kharkiv.

ESCALADA DE VIOLÊNCIA E ATAQUES CRUZADOS

Os bombardeios russos em território ucraniano deixaram pelo menos dez mortos em várias regiões. Em Kramatorsk, os ataques mataram três civis, e na região de Dnipropetrovsk outras sete pessoas ficaram feridas.

Um drone russo atingiu uma área industrial em Boryspil, nos arredores de Kiev. O serviço de emergência da Ucrânia confirma que uma pessoa ficou ferida e o aeroporto local segue fechado para voos civis.

A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014, antes da invasão em grande escala. O conflito atual já dura mais de quatro anos e os dois lados mantêm ataques diários sem sinal de recuo.

FÓRUM ECONÔMICO SOB TENSÃO E DIPLOMACIA TRAVADA

Os ataques ucranianos coincidem com o início do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. O evento tenta atrair 20 mil participantes de 130 países, mas sofre com o boicote de nações ocidentais.

O secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, avalia que a Rússia está desesperada. 'Enquanto a Ucrânia continua resistindo, inovando e conquistando vitórias no campo de batalha, a Rússia está cada vez mais desesperada', afirma Rutte.

O secretário de Estado dos EUA (Estados Unidos), Marco Rubio, alerta que o risco de escalada na guerra é real. Rubio afirma ao Senado americano que nenhuma das partes quer ceder para restabelecer a paz, enquanto Washington foca no conflito com o Irã.