(UOL/FOLHAPRESS) - O Estreito de Hormuz será reaberto sob novas condições impostas por Irã e Omã, incluindo a cobrança de uma taxa de trânsito de navios.
A reabertura do Estreito de Hormuz terá novas regras definidas pelas autoridades do Irã e de Omã. A afirmação é do embaixador iraniano em Moscou, Kazem Jalali, ao jornal russo Izvestia nesta segunda-feira (8).
Os dois países planejam cobrar tarifas pelos serviços prestados na rota marítima. "Nós entendemos que o Irã e Omã oferecem serviços relacionados a este estreito, e taxas serão cobradas por eles", diz Jalali.
O fluxo de petróleo e gás natural liquefeito continua gravemente prejudicado na região. A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã cortou o tráfego de navios-tanque pelo canal estratégico.
IMPACTO NO MERCADO DE ENERGIA
O Irã sustenta que um acordo de paz definitivo deve dar o direito de cobrar taxas de trânsito. Os valores cobrados dos navios mudariam de acordo com a carga e as condições da viagem.
REAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS
O governo de Donald Trump se opõe fortemente à criação de um pedágio na região. Os Estados Unidos alertaram Omã, no fim de maio, para não participar de iniciativas de cobrança com o Irã.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, diz que Omã negou os planos de pedágio. Segundo o secretário, o embaixador de Omã garantiu que o país não pretende apoiar a taxa.
NOVOS ATAQUES
O anúncio vem em meio à retomada dos ataques entre Irã e Israel. As Forças Armadas de Israel atacaram alvos militares e petroquímicos no Irã. mesmo após os apelos de Donald Trump para que o país não revidasse à ofensiva iraniana no fim de semana.