SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A morte da empresária Caroline von Rantzau, 26, em uma propriedade de luxo da família na África do Sul, mobiliza autoridades locais e desperta atenção internacional.
Caroline era herdeira de uma tradicional família ligada ao setor de navegação marítima na Alemanha. Ela foi encontrada morta com um ferimento causado por disparo de arma de fogo dentro de seu quarto na reserva Leeuwfontein Estate, na província de Limpopo.
O caso ocorreu poucas horas depois da morte de Arno Koën, gerente financeiro da propriedade e pessoa próxima da família. O homem, de 44 anos, também foi encontrado morto na reserva após ser atingido por um disparo de arma de fogo. A polícia sul-africana trabalha para esclarecer as circunstâncias das duas mortes. Até o momento, não houve prisões nem divulgação oficial de suspeitos.
Caroline teria sido atingida por um tiro disparado por um rifle de caça calibre .357. De acordo com o New York Post, a arma seria semelhante a uma das que pertenciam ao pai da jovem, Eberhart von Rantzau, executivo da empresa Deutsche Afrika-Linien (DAL). As autoridades aguardam os resultados das autópsias para determinar as causas exatas das mortes e definir os próximos passos da investigação.
"Os resultados da autópsia fornecerão aos investigadores informações sobre as causas reais das mortes e determinarão se serão iniciadas investigações contra outras pessoas", disse Malesela Ledwaba, porta-voz do Serviço de Polícia da África do Sul.
As circunstâncias das duas mortes seguem indefinidas. Informações iniciais chegaram a indicar que Caroline teria morrido em um acidente de trânsito, hipótese posteriormente descartada pelas autoridades.
A proximidade temporal entre os dois casos chamou a atenção dos investigadores. Arno Koën era considerado um colaborador de confiança da família e desempenhava papel importante na administração financeira e operacional da propriedade. Descrito como mentor e uma espécie de "pai adotivo" da jovem herdeira, Koën era responsável pelas reservas e pelas finanças da Leeuwfontein Estate.
Caroline fazia parte de uma das famílias milionárias mais conhecidas do setor marítimo alemão. Seu pai integra a terceira geração à frente da Deutsche Afrika-Linien, empresa fundada em 1924 e tradicionalmente ligada ao transporte marítimo internacional.
A companhia ganhou destaque no mercado europeu de transporte marítimo. Em 2022, vendeu sua divisão de transporte de contêineres para a Hapag-Lloyd. Atualmente, a DAL mantém operações voltadas principalmente ao segmento de navios-tanque para produtos químicos.
Nos últimos anos, Caroline vinha construindo seus próprios negócios na África do Sul. Segundo o New York Post, a jovem havia adquirido recentemente duas propriedades na região próxima à fronteira com Moçambique.
Além das atividades empresariais, ela mantinha forte ligação com a reserva da família, onde ajudava a cuidar dos animais que vivem na propriedade. O local abriga diversas espécies selvagens, incluindo antílopes, gnus, impalas, cavalos, mangustos e aves.