SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente recém-eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, respondeu nesta quinta-feira (25) a uma mensagem em que Lula (PT) o parabenizava pela vitória nas eleições.

O novo líder de extrema direita pediu por um trabalho conjunto, respeitoso e soberano. Em publicação nas redes sociais, ele disse que o continente americano tem problemas comuns que são transacionais e que só podem ser enfrentados dessa maneira.

"O Brasil é nosso vizinho e nosso povos se unem", declarou. O político disse que a união entre as nações se dá não apenas pelos desafios, mas pelas virtudes culturais, históricas, ambientais e comerciais. Segundo ele, essa cooperação deve ser reforçada entre os governos da região.

De la Espriella também alega que não será guiado por ideologias. "A Colômbia, em liberdade e ordem, sob meu mandato, buscará um único objetivo: cumprir a aliança com o Povo que, como eu disse em campanha, não é de ideologias, mas de extrema coerência, e isso inclui nossos vizinhos do Brasil, à frente de seu Presidente Lula."

Horas antes, o presidente brasileiro havia reconhecido a vitória do colombiano, dizendo que a eleição no país foi um processo democrático expresso pela vontade nas urnas. Lula também disse que a amizade entre os dois países "transcendia ideologias": "Que sigamos trabalhando juntos em benefícios dos nossos povos".

Líder do Brasil citou ainda três desafios comuns às nações. São eles: preservação da Amazônia, enfrentamento da pobreza e combate do crime organizado.

Com 99,91% das mesas apuradas, De la Espriella obteve 49,65% dos votos, contra 48,70% do candidato esquerdista Iván Cepeda. A diferença era de 246 mil votos num universo de pouco mais de 25 milhões, apontaram dados da contagem rápida de votos realizada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

A vitória encerra o primeiro governo de esquerda da história colombiana e dá início a uma transição brusca de orientação. De la Espriella prometeu cortar 40% do gasto público, encerrar os diálogos de paz com grupos armados iniciados por Petro, construir megapresídios nos moldes de El Salvador e buscar apoio dos governos Trump e de Israel para operações militares contra o narcotráfico. Ele se elegeu com suporte do ex-presidente Álvaro Uribe e dos partidos de centro-direita que ficaram de fora da primeira rodada.

Nesta eleição, o país teve um recorde de observadores internacionais, entre eles da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE). O chefe da missão da OEA, o ex-presidente da República Dominicana Leonel Fernández, disse que não foi registrada qualquer suspeita de fraude na eleição colombiana.