SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo de paz entre Líbano e Israel mediado pelos Estados Unidos e classificou o documento como uma rendição humilhante.
Enquanto acordo tenta encerrar décadas de conflito entre Líbano e Israel, nova troca de ataques entre EUA Irã ameaça região. O plano prevê uma retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano e o destacamento do Exército libanês, condicionado ao desarmamento de grupos não estatais (Hezbollah).
O líder do Hezbollah declarou que o acordo assinado na sexta-feira é nulo e sem efeito. Naim Qassem acusou o governo libanês de fazer concessões unilaterais que legitimam a ocupação militar de Israel por muitos anos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas vão continuar no sul do Líbano. Segundo ele, a retirada total só vai ocorrer quando o Hezbollah for completamente desarmado.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defendeu o pacto como um avanço importante. Para o mandatário, o acordo representa o primeiro passo para recuperar a soberania do país sem subordinação estrangeira. Mas, deputados do Hezbollah alertaram que tentar forçar o desarmamento pode levar o Líbano a uma guerra civil.
Apesar do anúncio do acordo, as hostilidades continuaram na região neste sábado. Um drone israelense realizou um ataque aéreo no sul do Líbano, enquanto o Bahrein acusou o Irã de lançar drones contra seu território.
Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques militares e se acusam de violar o cessar-fogo provisório. Caças americanos bombardearam depósitos de mísseis iranianos na sexta-feira, e a Guarda Revolucionária de Teerã retaliou contra posições dos EUA no Golfo.
Um petroleiro foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz em meio à escalada de violência. O Irã tenta retomar o controle da rota marítima e acusa Washington de descumprir o pacto ao apoiar Israel.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou usar grande força contra o governo iraniano. Katz alertou que o país agirá duramente caso Teerã tente atrapalhar o acordo de paz recém-firmado com o Líbano.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, alertou que a violência será respondida com violência. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou o acordo e pediu o desarmamento de grupos armados.