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    Copa do Mundo aumenta lucro dos comerciantesPara alguns lojistas, vendas podem até dobrar, em comparação com os dias normais de consumo. Se o Brasil ganhar, as vendas explodem

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração
    10/5/2010

    Faltando cerca de um mês para o início da Copa do Mundo da África, o comércio de Juiz de Fora já lucra com os produtos em referência à maior festa do futebol mundial. Alguns comerciantes já sentem que as vendas melhoraram, outros dizem que o ritmo ainda está lento. No entanto, os vendedores acreditam que podem lucrar até o dobro com o evento, em comparação com o período normal de consumo.

    Segundo a vendedora ambulante Jaqueline Amadeu, a procura pelos produtos ainda não está tão grande. "Vendemos mais no dia de jogo, principalmente se o Brasil ganhar. Chegamos a dobrar o lucro", diz.

    Em relação aos estoques, a comerciante já vem investindo nos produtos desde fevereiro. "Todo dia tem saído conjuntinhos para crianças, com camisa e bermuda. Os bonés também chamam a atenção", destaca. O conjunto custa em média R$ 20 e os bonés variam de R$ 8 a R$ 15. Em sua banca, a variedade de produtos nas cores verde e amarela é grande: pulseiras (R$ 2), camisas (R$ 20), bandeiras (até R$ 18), chaveiros (R$ 3), tiaras (R$ 3) e chapéus (R$ 10).

    A vendedora ambulante Adriana Aparecida também aponta uma baixa procura no momento, mas revela que no período dos jogos a expectativa de incremento nos negócios é superior a 60%. "A camisa tem tido mais procura, mas as vendas ainda estão devagar. O pessoal deixa tudo para a última hora. A movimentação na rua começa quando a Copa está na porta. Porém, se o Brasil não ganha, a mercadoria encalha para os próximos quatro anos." Para a proprietária de uma loja de adereços e fantasias, Cláudia Moyses, a Copa não anda bem das pernas. "O movimento está lento. Acho que as vendas devem aumentar uns 20%, em relação aos dias normais. Todo mundo tem os produtos. Isso dificulta as vendas." O diferencial em sua loja são as máscaras (R$ 1) e as tintas para colorir cabelo (R$ 6).

    O comerciante Fernando Cunha aposta no aquecimento para os próximos dias. Sua estratégia para chamar a atenção de quem passa pela loja é expor os produtos na entrada, como uma vitrine viva. "Com a proximidade, as vendas aumentam até 30%, em relação aos dias normais. O consumidor passa, vê o produto e fica tentado a entrar, principalmente crianças", explica. Dentre os expostos, estão os chapéus (até R$ 18), as perucas (R$ 18), os óculos (R$ 2) e as fitas verde e amarela. "O pessoal vem e monta seu kit com os produtos." 

    Para o comerciante Leomário Cysneiros, a procura está baixa devido às festas juninas e ao Dia das Mães. "O pessoal tem procurado mais ornamentação, como bandeiras (R$ 5,50) e bandeirinhas para carro (R$ 3). Na loja, há também chapéus (até R$ 16), colares (R$ 2), pulseiras (R$ 3), perucas (R$ 16), buzinas (R$ 1,50) e apitos (até R$ 16). Instalado na rua Halfeld desde a Copa do Mundo de 1974, o comerciante já passou altos e baixos nas vendas, mas a máxima é uma só: "Se o Brasil for bem, a procura aumenta, principalmente se a seleção conseguir a classificação."

    Verde e amarelo nos pés e nas roupas

    Na rua Marechal Deodoro, o vendedor ambulante Sinval José Dias aposta nos cadarços para garantir o lucro. "Desde março estou vendendo produtos da Copa. A procura está boa. As novidade são os bonés (R$ 8) e os cadarços (R$ 2 o par) de tênis coloridos que têm atraído a juventude. Já liguei e encomendei mais cadarços para deixar estocado", conta o comerciante. Ele ainda está vendendo produtos da Copa passada, que sobrou devido à derrota do Brasil nas quartas-de-finais. Outro diferencial da barraca é a bolsa temática, que está na faixa de R$ 10 a R$ 15.

    Proprietária de uma loja de tecidos, Mounira Haddad Rahme, aposta nos tecidos decorados com o tema e em panos nas cores da bandeira nacional. "Muitas pessoas procuram pelos panos de bandeira, principalmente para colocar em mesas e decorar as paredes. O tradicional na Copa é sempre vender em cima da hora, mas esse ano a procura já está sendo antecipada." Em sua loja, o pano para a bandeira sai por R$ 4 e para as bandeirinhas de carro, por R$ 0,40.

    O Sindicomércio espera um incremento de 20% a mais do que nos dias corriqueiros. Para o presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti, os negócios podem ir além da expectativa, principalmente se o Brasil for para a final. "A indústria já está abastecendo o mercado e creio que em breve as vendas tomarão outro vulto."

    A Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF) aponta crescimento de 40% ante 2009, ano em que não houve o Mundial. De acordo com o presidente da CDL, Vandir Domingos, a Copa do Mundo é um evento que reúne todos os cidadãos e que favorece os mais variados setores da economia, principalmente o comércio.

    Confira os produtos

    Os preços foram fornecidos em maio de 2010

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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