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    Daniela Aragão
    Cantora juizforana interpreta o grande poeta Cacaso

    Djenane Pimentel
    15/09/04

    Clique no ícone ao lado para ouvir a interpretação da cantora com a música Amor, Amor (de Sueli Costa e Cacaso)!

    Ouça!

    Daniela Aragão

    Estudiosa da música popular brasileira. É assim que se considera a cantora juizforana, Daniela Aragão. Criada em um ambiente ligado à arte, a casa do tio traz, além de saudades, o sentimento de que a vocação sempre fala mais alto. "A casa de meu tio, Luiz Affonso Pedreira, era uma lugar onde, desde pequena, eu ouvia muita música, e por lá circulavam muitos artistas, como Dnar Rocha, Sueli Costa, artistas plásticos... Aquilo se tornou um laboratório para mim", lembra.

    Daniela conta que começou a cantar com 15 anos. Estava em um aniversário e, quando soltou a voz, familiares e amigos ficaram admirados. Entre eles estava Sueli Costa, que também foi uma incentivadora.
    Mas, segundo a cantora, a vida dá voltas e, na verdade, faz pouco tempo que resolveu que música é realmente o que gosta e quer fazer.

    Correndo atrás
    Apaixonada por Bossa Nova, Daniela decidiu cursar Letras, pois achava que a faculdade lhe traria a possibilidade de estar próxima da poesia e da música. Durante o curso, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), realizou um trabalho sobre Elis Regina, que lhe rendeu uma apresentação, interpretando canções da grande cantora brasileira.

    Daniela Aragão Depois disso, passou a integrar, como solista, a orquestra de Jazz do Pró-Música e, mais recentemente, conheceu o músico João Medeiros Filho, que lhe convidou para gravar a canção Sol da Tarde, em seu CD Poema e Canção. "Ficou muito bonito", orgulha-se Daniela, que também fez alguns shows pela cidade com os músicos Márcio Hallack, Big Charles, Goianá, Helio Quirino e Prieto.



    Interpretando Cacaso
    Foto: Cacaso - Arquivos da Agência Globo João Medeiros Filho foi quem apresentou Sueli Costa ao poeta Antônio Carlos Ferreira de Brito - Cacaso - no início dos anos 70. Nascido em Uberaba (MG), Cacaso se tornou um dos principais parceiros nas composições não só de Sueli, mas também de outros, como Nélson Angelo (ex-Clube da Esquina), Edu Lobo, Francis Hime, Joyce e Tom Jobim.

    Apaixonada pela obra de Cacaso, Daniela resolveu fazer uma monografia de mestrado (na UFRJ) sobre o poeta. Mas qual não foi sua surpresa ao conhecer, em março do ano passado, seu filho, o jornalista Pedro Landim.
    Daniela, que queria apenas uma entrevista, acabou conseguindo muito mais: os diários, letras e desenhos do poeta. "Pude ver todo o processo de criação da poesia dele e me encantei ainda mais", declara.

    Cacaso, que nunca teve grande exposição na mídia, embora tenha influenciado muitas gerações, faleceu no dia 27 de dezembro de 1987. Um jornal da época afirmou, no dia de sua morte, que ele havia sido uma "poesia rápida como a vida".

    Também por isso, a fim de revelar a obra do mestre a quem ainda não o conhece, é que Daniela canta Cacaso. "Suas poesias me tocam muito", diz. O show que Daniela faz em homenagem ao poeta tem a participação dos músicos Márcio Hallack (teclado e arranjos), Berval Moraes (contrabaixo), Guilherme Stephan (bateria) e Daniela Aragão (voz).

    Clique aqui para saber mais sobre o show de Daniela Aragão

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