SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O herdeiro e empresário Thiago Brennand Fernandes Vieira, 42, tem até o fim desta sexta-feira (23) para retornar ao Brasil, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele viajou para Dubai no último dia 4 de setembro, horas antes de ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de lesão corporal e corrupção de menores e de os promotores terem pedido a apreensão do passaporte dele.

Brennand ficou conhecido no mês passado após agredir a modelo Alliny Helena Gomes, 37, durante discussão em uma academia de ginástica na zona oeste de São Paulo. Ele também é investigado sob a suspeita de 11 crimes sexuais.

Na ocasião, a Justiça determinou que Brennand retornasse num período de dez dias ao Brasil. Procurado, o Tribunal de Justiça se limitou a dizer que o prazo expira nesta sexta. "Esta é a única informação que podemos transmitir no momento, para não prejudicar o processo. Inclusive, os autos tramitam em segredo de Justiça", disse o tribunal, em nota.

O Ministério Público também afirmou que não pode comentar o caso. Segundo o advogado Marcio Cezar Janjacomo Junior, à frente da defesa de Alliny Helena Gomes, 37, vítima das agressões do empresário e que também atua no processo como assistente da acusação, a Promotoria pode tomar diversas medidas se Brennand não retornar ao Brasil no prazo estabelecido.

O advogado afirma que isso poderia configurar um descumprimento de ordem judicial, o que poderia agravar a pena dele. Além disso, pode reforçar o pedido de prisão preventiva já realizado pelo escritório e, se houver indícios de que ele estaria vendendo os próprios bens, a Justiça poderia congelá-los. Há, ainda, o risco de Brennand se tornar foragido.

A reportagem entrou em contato com um dos advogados de Brennand, Pedro Luiz Cunha Alves de Oliveira, que não respondeu se mantém contato com o suspeito e se ele deve retornar na data estabelecida pela Justiça de São Paulo.

Alves de Oliveira declarou que a questão do regresso de Brennand "é relativa às medidas cautelares decretadas por uma juíza de São Paulo e ainda estão pendentes de análise pelo Tribunal de Justiça". No entanto, a defesa do empresário teve negado o pedido revogação de medida cautelar, que o obrigava a entregar o passaporte e determinava o regresso para o Brasil.