SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois homens morreram durante um confronto com policiais militares na noite de quinta-feira (8) na avenida Bandeirantes, em Santos, na Baixada Santista.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública paulista, os corpos não haviam sido identificados até esta publicação.

Segundo a polícia, a troca de tiros teria ocorrido no momento em que os militares verificavam uma denúncia sobre o paradeiro do suspeito de fazer o disparo que matou o soldado da Rota Samuel Wesley Cosmo, 35. O PM morreu com um tiro no rosto durante patrulhamento em uma favela na periferia de Santos no dia 2.

Ainda conforme a versão, os dois homens atiraram contra a equipe, que revidou. Outros suspeitos conseguiram fugir.

Os dois homens foram socorridos para a UPA Zona Noroeste, mas não resistiram aos ferimentos.

Trecho do boletim de ocorrência diz que foram apreendidos durante a ação uma pistola 380, um revólver calibre 38, um rádio transmissor e uma mochila com porções de drogas.

A região da Baixada Santista vem acumulando confrontos entre policiais militares e suspeitos desde a morte do soldado Marcelo Augusto da Silva na madrugada de 26 de janeiro. Ele foi atacado na rodovia dos Imigrantes, na altura de Cubatão, enquanto seguia no sentido capital após encerrar expediente no litoral.

Desde então outros dois policiais militares foram assassinados em serviço, o soldado Cosmo e o cabo José Silveira dos Santos, na manhã de quarta-feira (7). Outros dois policiais foram baleados, sendo um deles ainda internado, na mesma ocorrência em que Santos foi morto. Ainda no caso da morte do cabo, um suspeito foi baleado e um outro não resistiu após pular do 4º andar de um prédio, segundo a pasta da segurança.

Em outra frente, 14 pessoas, incluindo os dois mais recentes, morreram em confrontos com policiais militares desde o dia 3. Entre os suspeitos mortos estão dois adolescentes, um com 14 e outro com 15 anos.

No entanto, o número da letalidade policial chega a 16 casos se somados dois homens mortos na madrugada do dia 28 em Guarujá durante a Operação Escudo iniciada após a morte de Marcelo Augusto.

Diante da situação, o Comando da PM elevou o nível de atenção e colocou a tropa de sobreaviso na quarta-feira (7).

O sobreaviso não impõe aquartelamento, ou seja, o recolhimento da tropa, mas podem ser determinadas revistas extraordinárias, a critério do comandante. As folgas devem ser obrigatoriamente gozadas nas residências ou, então, deve-se ficar em condições de acionamento, caso a situação exija.

A cidade de Santos é que registra o maior número de confrontos desde o assassinato de Cosmo. Oito pessoas morreram desde então. Na sequência vem São Vicente, Cubatão e Itanhaém com dois casos cada.


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