RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Oriunda da Alemanha, Joana Stange, 25, retornou ao Brasil após quatro anos para viver o Carnaval com seus primos e seus muitos grupos de amigos. Após uma manhã curtindo o Amigos da Onça, o grupo parou na região da Glória para almoçar e descansar por duas horas até umas 15h, quando pretendem ir para outro bloco na região central do Rio.

A experiência da letargia pós bloquinho afetou todos os foliões da Glória, que se encontram espalhados pelas ruas do bairro, ora sentados no chão, ora bebendo uma cervejinha em pé e, para os sortudos, sentados nos restaurantes mais gostosos da região.

Os blocos iniciais, que tiveram início ainda pela manhã, cansam e, na hora de comer, os critérios variam entre preço, proximidade e acessibilidade.

"A gente parou pra comer um frango com feijão e era comida brasileira, além de estar perto", explica a alemã, sentada próximo da Praça Paris junto de seus amigos, que esperam por outros que estão por vir após o almoço.

A alguns metros dali, Carolina Ferreira, 29, senta do lado de um trailer de "podrão" (como são chamados os lanches feitos com carnes desfiadas e de origem diversa) junto do seu grupo.

"Começamos às10h30 e fomos até 13h30. Agora, estamos descansando até umas 15h", explica.

Na prática, o primeiro bloco, cujo nome se esqueceram, não foi muito animado, e isso tirou a energia deles pra curtir, fazendo com que descansassem enquanto ficavam "julgando" (de brincadeira) a fantasia alheia.

"Vimos uma do [personagem] Gelado, de Os Incríveis, que era muito boa!"

Por todo o bairro, os foliões simplesmente esperam. Por vezes sem saber o nome e o local exato para onde pretendem ir depois, digerindo aquilo que conseguiram almoçar.


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